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Literatura no vestibular: “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa

Escrito em 1913, o texto dramático intitulado O Marinheiro foi publicado pela primeira vez na revista Orpheu. O texto é uma rara peça teatral composta pelo poeta Fernando Pessoa, importante escritor do Modernismo em Portugal.

Para muitos críticos, a peça O Marinheiro está ligada ao “paulismo”, um movimento literário de vanguarda criado por Fernando Pessoa e que recebe esse nome devido a um poema seu intitulado Pauis. O “paulismo” é, portanto, um estilo de transição entre o simbolismo e o modernismo.

Enredo da obra

A narrativa da peça explora o sonho e as vidas imaginadas de três mulheres. Desse modo, logo na apresentação da obra, o autor põe em cena três irmãs que velam o corpo de uma donzela morta na sala de um castelo antigo.

A duração da cena é de uma madrugada e se trata de uma cena sem movimento, ou seja, as mulheres não se movem e a narrativa não muda de cenário. Todo o texto se passa durante o velório da donzela, com uma conversa entre as três mulheres. Para passar o tempo, as irmãs iniciam um diálogo no qual abordam o passado, as memórias e questões existenciais.

Assim, a realidade e a fantasia acabam se confundindo no texto dramático, uma marca do drama estático que faz parte do “paulismo” criado por Fernando Pessoa.

Durante a conversa, as personagens divagam entre as cenas de um passado que não sabem se realmente viveram ou se estão, de certo modo, inventando. Em uma certa altura da madrugada, uma das jovens inicia o relato sobre a história de um marinheiro que se perde em uma ilha. 

Isolado, o marinheiro perdido cria histórias que teria vivido em seu passado para lidar com a solidão. No entanto, o marinheiro acaba duvidando da veracidade das histórias e passe a se questionar se as histórias que ele está inventando são ou realidade.

As jovens sofrem com o mesmo sentimento ou sensação e duvidam se as suas histórias são reais ou apenas invenções para passar o tempo. A peça O Marinheiro suscita perguntas existenciais acerca de quem somos, por exemplo.

As veladoras são designadas na peça apenas ordinariamente, como “Primeira”, “Segunda” e “Terceira”. Além disso, a obra marcada por irrealidade não traz uma marcação do tempo histórico.

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