Latam se posiciona sobre projeto de passagens aéreas a R$ 200

Latam era a última entre as empresas aéreas do Brasil que ainda não havia se pronunciado sobre projeto do Governo

A companhia aérea Latam se pronunciou oficialmente sobre a ideia do Governo Federal de oferecer passagens aéreas a R$ 200 para alguns grupos sociais. A empresa argumentou qu é preciso dialogar sobre a ideia, e defendeu conversas com o Governo Federal para participar do novo programa.

“A LATAM quer que mais pessoas viajem de avião no Brasil. Por isso, está à disposição para analisar, propor e viabilizar iniciativas que continuem ampliando o acesso da população ao transporte aéreo”, disse a empresa em sua nota. Mais cedo, as empresas Gol e Azul já tinham se posicionado nesta mesma direção de defesa de um diálogo sobre o tema.

“A proposta do Programa ‘Voa Brasil’ trazida pelo governo federal vai na direção de aumentar de forma sustentável as viagens de avião no País, permitindo que mais brasileiros descubram o nosso território e requer um trabalho conjunto entre a indústria da aviação civil, governo e sociedade”, disse a Latam.

Nesta semana, o Ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB) disse que não tinha conversado com nenhum executivo da Latam sobre o assunto. Contudo, mesmo antes das conversas, ele disse em entrevista que a empresa em questão seguramente toparia participar do esquema de barateamento das passagens.

Desde que anunciou a criação do projeto, Márcio França vem recebendo uma série de elogios e de críticas sobre o assunto. Ele afirma que o Governo Federal não vai investir dinheiro público no esquema, e que vai apenas realizar um controle das pessoas que poderão receber o benefício.

Quem pode fazer parte

Inicialmente, França chegou a dizer que a liberação das passagens a R$ 200 seria concedida a servidores públicos federais, estaduais e municipais. Além deles, aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e estudantes com Fies também poderiam entrar.

Entretanto, o fato é que já existem algumas críticas em torno desta decisão. Alguns membros do Governo Federal avaliam que servidores públicos, por exemplo, não precisariam desta ajuda, em detrimento de outros grupos.

Diante das críticas, França recuou e admitiu que ainda precisa dialogar mais com o setor para saber quem são as pessoas que normalmente não viajam de avião. É este público que o Governo quer inserir no sistema.

Azul, Gol e Latam

Com o pronunciamento das três grandes companhias aéreas do Brasil, o Ministro Márcio França agora deverá realizar uma série de reuniões sobre o tema com executivos da Latam, da Gol e da Azul.

“O que estamos buscando é comprar a ociosidade dos espaços. As companhias brasileiras chegam na faixa de 30 milhões de passageiros, cada uma delas, operando com 78% a 80% de vagas ocupadas. Outras 20% saem vazias. Eu quero essas vagas para as pessoas que não voam”, disse o Ministro.

“Eu acompanho diariamente a preocupação do Presidente Lula sobre a fome ter voltado ao Brasil. O Governo Federal já recriou o Bolsa Família e vai avançar. Mas viajar também é um direito. Aviação não é apenas executiva, é humanitária. Um elemento de integração nacional”, disse o Ministro ao responder algumas destas críticas.

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