Nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, termina o prazo para envio da declaração anual do Imposto de Renda e, ao mesmo tempo, ocorre o pagamento do primeiro lote de restituição.
Quem ainda não acertou as contas precisa ficar atento para evitar multas e garantir acesso a benefícios como a restituição imediata, seguindo regras e novidades específicas para este ano-base 2025.
O momento exige agilidade e organização de documentos, especialmente para quem ainda não concluiu o procedimento junto à Receita Federal.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026?
Nem todos os brasileiros são obrigados a declarar. Para 2026, precisa enviar a declaração quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920 ou se enquadra em faixas específicas de rendimento de aplicações financeiras.
Pessoas que receberam até dois salários mínimos por mês, salvo exceções de obrigatoriedade, estão dispensadas. Outros casos como quem vendeu acima de R$ 40 mil em ações na bolsa, teve posse de bens acima de R$ 800 mil, ou passou à condição de residente no Brasil durante o ano, também entram nessa lista.
A lista completa está detalhada na Instrução Normativa RFB nº 2.312/2026 e pode ser acessada diretamente no site da Receita Federal.
Novidades para a declaração do Imposto de Renda em 2026
Para este ano, a declaração pré-preenchida se consolida como a principal aposta tecnológica. Agora, dados do e-Social e informações detalhadas de rendimentos variáveis, além dos já tradicionais comprovantes médicos registrados pelo Receita Saúde, compõem o documento inicial disponível ao contribuinte.
O programa oficial está disponível para download desde março, e a entrega pode ser feita tanto por computador quanto pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, além do serviço online.
Usuários com conta Gov.br nos níveis ouro ou prata têm acesso à experiência completa de preenchimento digital.
Prazos da declaração e datas da restituição
O prazo de entrega da declaração começou em 23 de março e vai até 23h59 de 29 de maio. Quem não enviar nesse período está sujeito a multas, com valor mínimo de R$ 165,74.
A Receita Federal planeja pagar 80% dos contribuintes com direito à restituição até o dia 30 de junho. Em 2026, os pagamentos serão realizados em quatro lotes: o primeiro em 29 de maio; os outros em 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto, respeitando prioridades legais como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doença grave e educadores.

O que acontece se não entregar o Imposto de Renda no prazo?
Perder o prazo traz consequências financeiras e burocráticas. Quem não entregar a declaração do Imposto de Renda até o prazo final terá que pagar uma multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido.
Além disso, o CPF pode ficar “pendente de regularização”, o que pode impactar operações bancárias e outros serviços civis.
Não entregar a declaração, porém, não resulta em restrições extremas como indiciamento criminal, prisão ou bloqueio bancário imediato, desmentindo boatos comuns. Em caso de atraso, o contribuinte deve regularizar o quanto antes para atenuar eventuais transtornos.
Como funciona a restituição e o pagamento automático
Em 2026, a Receita traz uma novidade: lote especial para quem teve imposto retido na fonte em 2024, mas ficou isento em 2025, como quem perdeu o emprego no início do ano.
Para essa situação, a Receita Federal irá processar automaticamente e efetuar o pagamento, desde que o CPF do contribuinte esteja regular e a chave Pix seja vinculada ao CPF. O processo já começa a partir de 15 de julho, com possibilidade de consulta no portal oficial.
A restituição em geral respeita uma ordem de prioridade. Após grupos prioritários, recebem os contribuintes que optaram pela pré-preenchida e pelo Pix para crédito. A escolha desses recursos aumenta as chances de receber nos primeiros lotes.
Ao acompanhar mudanças e buscar informações confiáveis, é possível se manter regularizado e aproveitar benefícios disponíveis nesta etapa do Imposto de Renda. O cenário para 2026 apresenta melhorias tecnológicas e reforça a necessidade de atenção às datas.
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