Já imaginou receber uma restituição maior? Com o início do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, cresce também a expectativa dos contribuintes que aguardam a restituição. No entanto, muitos acabam se frustrando ao perceber que, mesmo tendo diversas despesas ao longo do ano, o valor a receber não aumenta — e, em alguns casos, nem muda.
O que pouca gente sabe é que o segredo para aumentar a restituição nem sempre está em gastar mais, mas sim em saber declarar corretamente. Mesmo sem grandes mudanças nas regras para 2026, quem entende como aproveitar corretamente as deduções permitidas pode otimizar a declaração e garantir uma restituição maior.
A diferença muitas vezes está nos detalhes e na organização das informações. A seguir, veja estratégias legais que podem aumentar a sua restituição.
Como funciona o cálculo da restituição
A restituição é determinada pelo balanço entre o imposto retido durante o ano e o valor efetivamente devido, calculado na declaração. Todas as deduções legais autorizadas reduzem a base de cálculo, ajustando quanto resta a pagar — ou a receber, em caso de saldo favorável.
Nesses casos, deduções bem documentadas e organizadas podem fazer uma grande diferença no resultado. Entretanto, se houver inconsistências, aumentam as chances de cair na malha fina.
Principais deduções no Imposto de Renda

Despesas médicas e educacionais
As deduções mais influentes continuam sendo as despesas médicas, já que não há limite estipulado para esse grupo. É possível incluir consultas, exames, internações, planos de saúde e tratamentos com profissionais habilitados. O controle dessas informações deve ser rigoroso, pois inconsistências levam à revisão do órgão fiscalizador.
No caso da educação, apenas gastos com ensino formal — escolaridade oficial, graduação e pós-graduação — podem ser lançados, respeitando o teto anual determinado para a dedução. Cursos de idioma ou treinamentos livres ficam de fora.
Previdência
Aproveitar o que a previdência privada oferece pode ser estratégico. Quem contribui para o INSS tem dedução integral. Já quem aplica no PGBL pode deduzir até 12% da renda tributável, se lançar corretamente. Essa é uma ferramenta que une planejamento tributário e organização financeira.
Dependentes
É permitido deduzir um valor fixo para cada dependente informado. No entanto, ao incluir um dependente, toda a renda dele deve ser declarada junto — o que, em determinadas situações, pode até elevar o imposto final. Para evitar surpresas, é necessário conferir se o abatimento compensa, simulando a declaração.
Modelo simplificado
Muitos contribuintes se prendem ao modelo escolhido no ano anterior, mas tanto o simplificado (desconto padrão de 20%) quanto o completo (considera todas as deduções) oferecem resultados que variam conforme o perfil do contribuinte e seus gastos dedutíveis. A dica é realizar simulações antes de enviar a declaração e optar pelo modelo que traga maior restituição ou menor imposto a pagar.
Novidades, limites e cautelas para 2026
A expansão da faixa de isenção para rendas de até R$ 5 mil, uma das mudanças recentes do IR, ainda não traz reflexos diretos para quem entrega a declaração em 2026. Isso ocorre porque valem os valores recebidos em 2025. Ou seja, essa mudança só terá impacto na declaração de 2027.
Outra novidade é a criação do cashback do IR para aproximadamente 4 milhões de brasileiros que, embora não estejam obrigados a declarar, tiveram imposto retido na fonte; esses poderão receber automaticamente até R$ 1.000 por Pix.
Mesmo com despesas em alta, a restituição pode cair por conta de fatores como: avanço na faixa de tributação, aumento da renda total, limites de educação e escolha equivocada do modelo.
Como organizar para aumentar a restituição
- Armazene comprovantes de despesas desde janeiro para evitar esquecimentos.
- Considere contribuições à previdência privada (PGBL) se se enquadrar na modalidade com dedução.
- Revise periodicamente se dependentes realmente ajudam na otimização do total a restituir.
- Inclua doações incentivadas, onde permitido e comprovado.
- Evite deixar a declaração para a última hora — o planejamento facilita a identificação das oportunidades previstas em lei.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir mais informações sobre as mudanças do IR:
















