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Servidores da Educação se sentem inseguros com retorno das aulas em agosto

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) defende que a categoria não volte para as salas de aula enquanto a pandemia não estiver sob controle e se não houver uma reestruturação das escolas

A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu adiar, de julho para agosto, a retomada das aulas da rede municipal. Porém, profissionais da educação ainda temem o retorno, uma vez que a pandemia do novo coronavírus na capital registra crescimento no número de contaminação.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) defende que a categoria não volte para as salas de aula enquanto a pandemia não estiver sob controle e se não houver uma reestruturação das escolas.

Izabel Costa, coordenadora do sindicato, explicou alguns dos motivos, como escolas sem ventilação adequada, área de lazer, e até de água para lavar as mãos, além das turmas superlotadas e profissionais precarizados:

“Não vamos voltar só com água, sabão e máscara. Queremos saber quanto será investido em equipamentos de proteção individual e coletivo, treinamento e sanitização. Não vamos aceitar a resposta de que tudo será feito, sem um planejamento, além da fiscalização. São questões que deixamos muito claro e que sem esses requisitos nós não retornaremos. Se preciso, vamos à Justiça e faremos greve”, argumentou.

Merendeira do município desde 2002, Cristiane Rodrigues, conta que a maioria das profissionais que atuam nas cozinhas das escolas faz parte do grupo de risco e possui doenças crônicas que adquiridas por conta da função. Cristiane questiona como a prefeitura vai garantir o trabalho de distribuição e desinfecção dos alimentos com poucas merendeiras.

“A gente que está nessa função, sabe das dificuldades do dia a dia. Não há como proteger alunos e profissionais enquanto não houver um mínimo de planejamento da segurança”, disse.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse vai divulgar o plano de retomada da rede de ensino quando estiver concluído.

“A partir das diretrizes da Vigilância Sanitária, a Secretaria Municipal de Educação seguirá as orientações do Parecer do Conselho Nacional de Educação nº 5/2020, que trata da reorganização do calendário escolar e as normas do Conselho Municipal de Educação para minimizar os impactos das medidas de isolamento social na aprendizagem dos estudantes.”

A pasta também disse que o planejamento das ações para o ano letivo de 2020 está sendo reorganizado com a Secretaria de Saúde, conselhos de Educação, responsáveis, professores e seu respectivo sindicato, parceiros e instituições para um retorno seguro, cumprindo as normas para a preservação da saúde dos alunos, professores e funcionários. Com informações do Jornal Extra.

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