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Bahia: 20% das escolas particulares da educação infantil fecharam as portas

Entidade afirma que mais de 40% dos estabelecimentos correm risco de fechar caso as aulas não retomem até setembro

A Associação Baiana dos Educadores da Educação Infantil estima que cerca de 20% das escolas infantis do estado fecharam as portas, desde o início da pandemia do coronavírus. A entidade ainda afirma que mais de 40% dos estabelecimentos correm risco de fechar caso as aulas não sejam retomadas até setembro desse ano.

“O prefeito já sinalizou que até setembro há previsão de retorno, mas algumas [escolas] estão resistindo até setembro, mas se não acontecer, infelizmente esse número aí vai ser superior a 40%, de escolas que vão fechar as portas”, diz o presidente da entidade, Bruno Sepúlveda.
De acordo com Sepúlveda, cerca de 76% dos pais suspenderam os contratos, por causa da pandemia, e muitas escolas não estão conseguindo arcar com os custos.

A associação integra mais de 300 escolas de educação infantil em todo o estado, 22 na capital baiana. Segundo Bruno Sepúlveda, a suspensão dos contratos ocorreu, em muitos casos, porque as crianças menores de quatro anos não são obrigadas a estar matriculadas na escola. Ao contrário dos alunos de ensino fundamental e médio, onde a maioria das escolas particulares se adaptou ao ensino à distância.

O ideal é que não houvesse cancelamento dos contratos, que houvesse uma negociação, mas infelizmente, como a legislação não obriga que essas crianças menores de quatro anos estejam regularmente na escola, então a tendência natural dos pais foi cancelar os contratos, para não ter que pagar as mensalidades. Mas a gente entende também que existe o outro lado. É uma situação muito difícil tanto para as escolas, quanto para as famílias”, disse Bruno Sepúlveda.

Rede pública de ensino

Na rede municipal, o calendário letivo está suspenso. Os 143 mil estudantes matriculados nas unidades de ensino de Salvador estão sem aulas desde o dia 18 de março, e há uma previsão de retomada entre final de agosto e início de setembro.

Um pacote de medidas foi criado para retomada das atividades. Entre elas estão: transmissão de aulas em canal aberto de televisão, oferta de banda larga para uso educacional por cerca de 33 mil alunos, distribuição de tablets para escolas de ensino fundamental e educação de jovens e adultos, a implantação da plataforma digital de leitura “árvore de livros” e a parceria com centros universitários para efetivação de ações multidisciplinares durante e pós pandemia.
Na rede estadual as aulas também estão suspensas desde o dia 18 de março. A secretaria disse que o protocolo de retorno está montado, mas ainda não há uma data definida. Além disso, aulas virtuais do projeto Enem 100% e apostilas, além de conteúdos preparatórios estão disponíveis no portal da educação.

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