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Dívidas de famílias no Brasil continua crescendo, segundo BC

Nesta quarta-feira (28) o Banco Central afirmou que as dívidas das famílias estão seguindo um curso de alta. “O crescimento do endividamento das famílias mostra que o saldo de crédito para pessoas físicas tem avançado em um ritmo maior que o da renda dos trabalhadores”, afirmou Fernando Rocha, Chefe do Departamento de Estatística do BC.

A principal causa tida como responsável por esse recorde de endividamento entre as famílias brasileiras é a crise econômica trazida pela pandemia do Covid-19. Os dados do Banco Central apontam que, no mês de abril, as famílias endividadas com o sistema financeiro brasileiro chegaram a 58,5%. Este número é o maior percentual da série histórica, que teve início em janeiro do ano de 2005.

O cálculo utilizado pelo BC para chegar a essa porcentagem considera o total de dívidas bancárias das famílias dividido pela renda das mesmas nos últimos 12 meses. Por incorporar dados de diversas pesquisas o percentual possui uma leve discrepância, por isso o resultado apresentado é o do mês de abril.

O estoque de créditos financeiros aumentou 0,9% em junho se comparado a maio, em 12 meses houve um crescimento de 16,3%, chegando a R$4,213 trilhões segundo dados do BC. Além disso, houve alta de 1,5% no estoque para pessoas físicas e 0,1% no para pessoas jurídicas.

“No segundo semestre do ano passado, tivemos um crescimento muito grande no crédito para pessoas jurídicas, com os programas lançados durante a pandemia. Como esses programas não existem mais, é normal que haja uma desaceleração dos saldos em 12 meses. Já no caso das pessoas físicas, o estoque segue em alta sendo puxado pelo crédito pessoal”, afirmou Rocha.

Aumento na captação dos bancos

O Chefe do Departamento de Estatística do Banco Central afirmou também que a alta na taxa Selic nos últimos meses provocou um aumento nos custos de captação dos bancos. No entanto, as taxas de juros que são cobradas das pessoas que realizam empréstimos se mantiveram estáveis, o que demonstra uma redução nos spreads.

No mês de junho, o Copom decidiu elevar pela terceira vez consecutiva a taxa Selic, o aumento foi de 0,75%, fazendo-a atingir 4,25%ao ano. O Comitê começou a considerar a normalização da taxa de juros neutra como apropriada, indicando assim que ocorrerá possivelmente um novo aumento da mesma natureza ou até maior em uma futura reunião marcada para agosto.

O spread bancário médio referente ao crédito livre foi de 21,8% no mês de maio para 21,4% no mês de junho. Quando referente a pessoa física o spread foi de 32,7% para 32,6% no mesmo período considerado. Já para pessoas jurídicas, o spread médio passou de 8,4% para 8,1%.

Junto às dívidas o crédito consignado também aumentou

Fernando Rocha do BC salientou que de maio para junho o crédito consignado obteve um crescimento de 1,5%. O acumulado dos últimos 12 meses já soma alta de 19,2% “O consignado representa 36% do crédito livre para pessoas físicas e tem apresentado crescimento nos saldos de todas as modalidades, seja para aposentados, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada”, apontou.

Já quando se diz respeito ao crédito pessoal o aumento registrado foi de 2,7% no mês de junho e nos últimos 12 meses já acumula alta de 26,3%. “Nesse caso, as taxas de juros são bem mais elevadas, devido ao menor nível de garantia quando comparado ao crédito consignado”, disse Rocha.

O aumento nos créditos pessoais e consignados estão diretamente ligados ao aumento das dívidas das famílias com o sistema financeiro. As famílias precisando de dinheiro muitas vezes realizam os empréstimos e acabam por não conseguir pagar o valor ao banco devido a crise que a pandemia trouxe que acabou com a fonte de renda de muitos brasileiros.

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