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Dívida se tornou uma maior preocupação dos brasileiros no ínicio de 2022

Com o avanço da alta inflação em conjunto com a queda nos empregos ganhando forças, mais e mais os brasileiros sentem-se preocupados com sua condição financeira. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) até o fim de 2021, mais de 75% das famílias brasileiras possuíam dívidas. Com isso, o assunto virou tema nas redes sociais.

De acordo com dados da pesquisa de dívidas da Knewin, startup que monitora mídia espontânea, mostram que em uma semana (de 24 a 31 de janeiro) 150 mil tweets(posts na rede social Twitter) mencionam termos relacionados a finanças pessoais. A pesquisa informa que só durante o dia 27 de janeiro foram contabilizadas mais de 36 mil menções, data em que foi anunciado o congelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A pesquisa também mostrou que o termo mais mencionado, foi “dívidas”, aparecendo em 39,8% dos tweets. Logo em seguida está o termo “empréstimo“, com 24,8% dos tweets, seguido por “finanças” com 13,7% das menções. Entre as hashtags, a #empréstimo foi a mais utilizada.

Procura pela palavra inflação

Uma outra palavra bastante buscada na internet foi “inflação”. Somente no ano de 2021, a busca pelo termo cresceu mais de 50%. Além disso, o termo passou a ser mais publicado pela mídia, e até mais usado pelos políticos na câmara dos deputados, aparentando ser um tema de maior interesse entre a população brasileira.

Para um maior entendimento, em questões de porcentagem, a busca por “inflação” na plataforma Google, subiu quase 51%. Na mídia, as menções também subiram, chegando a 52,2%, enquanto na Câmara dos Deputados em discursos e documentos a menção  subiu cerca de 35,5%.

Estes dados são de uma pesquisa realizada pela empresa Belo Investment Research, onde Rafael Foscarini, diretor de estratégia,  diz que a explicação para a menção menor na Câmara dos Deputados, apesar de ser um assunto que tem preocupado todo o país, pode ser porque é um assunto impopular.

Foscarini informa que,  “só é possível tratar do assunto de forma negativa. Não há outra opção no cenário em que o Brasil se encontra”. O diretor acredita que a busca pelo termo vá diminuindo ao longo do tempo, mas que vai seguir, provavelmente, seguindo o ritmo de redução dos preços.

Detalhes da pesquisa de dívidas

De acordo com Henrique Soares, presidente e co-fundador da Pilla, fintech que trabalha em conjunto com o time de recursos humanos das empresas para melhorar a vida financeira dos colaboradores, destaca que a explicação para o aumento das dívidas está em uma combinação de fatores.

Eles vão da falta de educação financeira e de planejamento financeiro, somando-se à falta de reserva de emergência de grande parte da população, além do baixo acesso a produtos financeiros que os ajudem a sair do endividamento e à crise econômica no Brasil (inflação e desemprego altos).

De acordo com o executivo, as empresas podem ajudar a mudar esse quadro brasileiro de dívidas. “O público que recebe menos tem pouquíssimo apoio do sistema financeiro tradicional. Nós queremos mudar a realidade dessas pessoas. Para isso, analisamos a situação financeira de cada colaborador, garantindo que ele tenha uma educação financeira personalizada, com a indicação de produtos adequados às suas necessidades”, afirma.

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