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Dicas para o ENEM: Como nunca mais errar a crase

A crase é um dos tópicos de português que mais gera dúvidas na hora de escrever um texto. Ela é um assunto muito presente seja em vestibulares, ou até mesmo no dia a dia.

A partir de agora, você entenderá como a crase funciona. Assim como, em quais momentos ela pode ou não ser empregada e como aplicar isso na sua redação do ENEM.

O que é a crase?

Crase é a contração da preposição a com o artigo definido a(s), ou com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo(s). Na grafia, ela é representada pelo acento grave (`).

Depois de conhecer os conceitos, é preciso entender duas noções:

  • termo regente — verbo ou nome que exige o complemento da preposição a;
  • termo regido — completa o sentido do termo regente, aceitando o uso do artigo a(s).

De maneira geral, o uso da crase pode ser obrigatório, facultativo ou inexistente. Entretanto, como em muitos outros assuntos da Língua Portuguesa, também há os casos especiais. 

Casos em que ocorre a crase

Existem três situações em que o uso da crase é obrigatório. São elas:

  1. o termo regente exige complemento subordinado à preposição a. Além disso, o vocábulo regido precisa admitir o artigo feminino a(s) — “Pedi informações à secretária” (a + a) / “Iremos à Bahia” (a +a);
  2. a letra a dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo receberá acento grave se o verbo ou nome exigir o complemento da preposição a — “Iremos àquela cidade” / “Fiz críticas àquilo que você disse”;
  3. a letra a inicia locuções femininas adverbiais (à noite, à tarde, às vezes), conjuntivas (à medida que, à proporção que) e prepositivas (à beira de, à espera de, à frente de).

Casos em que não ocorre a crase

Não se usa o acento grave:

  • antes de masculinos, desde que as locuções “à maneira de” ou “à modo de” não estejam subentendidas — “Estes livros pertencem a Luiza” / “O trabalho não pode ser feito a lápis”;
  • antes de verbos no infinitivo — “Do nada, começou a nevar” / “Ele se comprometeu a completar o trabalho”;
  • com o a singular usado antes de palavras no plural — “Nunca vou a festas de aniversário” / “Me referi a atividades honestas.”;
  • antes de numeral — “O número de aprovações chegou a trinta”;
  • quando entre a preposição a e o substantivo estiverem implícitos os pronomes indefinidos qualquer, certa, alguma — “A mulher tem direito a pensão” (a alguma pensão) / “Nunca se entregue a vergonha” (a qualquer vergonha);
  • antes de pronomes que não utilizam artigo — “Eu levarei a cadeira a ela” / Minha mãe é a pessoa a quem sempre ajudarei”.

Em relação ao caso dos numerais, existem duas exceções:

  1. se o numeral indicar horário, haverá uma locução adverbial feminina, portanto ocorrerá a crase — “O trem partirá às dezoito horas”;
  2. em numerais ordinais femininos, o acento grave estará presente. Isso acontece porque eles não podem ser utilizados sem artigo — “Fizeram ameaças à primeira aluna da turma”.

Ocorrência facultativa da crase

A ocorrência opcional da crase é o que pode gerar mais confusão quando o assunto é usar ou não usar. Por isso, a escolha do acento grave é eletiva:

  • antes de nomes próprios femininos referentes a pessoas — “Refiro-me a (à) Amélia”;
  • antes de pronomes possessivos femininos no singular que aparecem antes de um substantivo — “Fizeram elogio a (à) sua carta”;
  • após a preposição até, desde que o termo regente exija a preposição a — “Iremos até a (à) biblioteca”. 

Casos especiais

Assim como muitos assuntos no português, a crase também possui suas exceções. Em algumas construções, o acento grave deve ser utilizado para evitar duplos sentidos, como por exemplo:

  • “A equipe do Brasil venceu à da Itália” (A equipe do Brasil venceu);
  • “A equipe do Brasil venceu a da Itália” (A equipe do Itália venceu);
  • “A moça cheirava à cola” (emanava, exalava);
  • “A moça cheirava a cola” (inalava, aspirava);

Crase no ENEM: dicas para não errar na redação

Não confunda as definições de cada item. O nome do fenômeno é crase e o nome do acento que representa a crase é acento grave (`).

Se a dúvida “coloco ou não a crase” surgir enquanto você escreve sua redação para o ENEM, opte por não colocar.

Usar o acento grave no local errado, mostra para o avaliador que você desconhece as regras e pode diminuir a sua pontuação. Já não utilizá-lo, leva a uma análise diferente  do corretor que pode até ignorar o erro se a redação estiver bem escrita.

Outra dica valiosa é testar com substituição para confirmar se a crase deve acontecer ou não. Troque a palavra feminina por uma masculina similar. Se ocorrer a combinação ao(s), então a crase está comprovada: 

  • “A decisão coube à diretora” / “A decisão coube ao diretor” (confirmada);
  • “Presenteamos as mães” / “Presenteamos os pais” (não confirmada).

Em casos de nomes geográficos, muda-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Se o resultado disso for a expressão voltar da, a crase estará confirmada:

  • Iremos à Argentina / Voltamos da Argentina (validada);
  • “Viajarei a Roma” / “Voltarei de Roma” (não validada).

ATENÇÃO: Se o nome geográfico aparecer modificado por um adjunto adnominal, ocorrerá a crase:

  • Viajarei à bela Roma;
  • Viajarei à Roma das ruínas.

Curtiu o assunto? Deixe aqui seu comentário. Aproveite para conferir mais dicas sobre o ENEM e outros vestibulares.       

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