O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou oficialmente a realização de novos concursos públicos para a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Ao todo, serão ofertadas 110 vagas para cargos estratégicos de nível superior no governo federal.
As duas portarias (n.º 5.092/2026 e n.º 5.093/2026) que autorizam os certames foram publicadas na última quarta-feira (24/6) no Diário Oficial da União. A medida aumenta a expectativa dos candidatos que buscam uma oportunidade no serviço público federal, especialmente em carreiras com remunerações acima da média.
A seguir, confira os principais detalhes sobre as seleções.
Por que os concursos da CGU e ANPD são tão aguardados?
A CGU e a ANPD desempenham papéis fundamentais na administração pública federal. A Controladoria-Geral da União é responsável pelo controle interno, pela auditoria e pelo combate à corrupção, garantindo a correta aplicação dos recursos públicos.
Já a ANPD atua na fiscalização e regulação da proteção de dados pessoais, tema que ganhou enorme importância diante do avanço da tecnologia e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Atuar nesses órgãos significa contribuir diretamente para a transparência, a integridade do serviço público e a proteção dos direitos dos cidadãos no ambiente digital. Por isso, os concursos costumam atrair milhares de profissionais de diferentes áreas.
Distribuição das vagas autorizadas para CGU e ANPD
As 110 vagas autorizadas estão divididas da seguinte forma:
- CGU: 60 vagas para o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle
- ANPD: 50 vagas para o cargo de Especialista em Regulação de Proteção de Dados
O critério de distribuição atende às políticas de inclusão, com reserva de oportunidades para pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas, reforçando o compromisso do serviço público com a diversidade. Veja como ficou a divisão:
CGU — Auditor Federal de Finanças e Controle
- Ampla concorrência: 39 vagas
- Pessoas negras: 15 vagas
- Pessoas com deficiência: 3 vagas
- Pessoas indígenas: 2 vagas
- Pessoas quilombolas: 1 vaga
- Total: 60 vagas
ANPD — Especialista em Regulação de Proteção de Dados
- Ampla concorrência: 31 vagas
- Pessoas negras: 13 vagas
- Pessoas com deficiência: 3 vagas
- Pessoas indígenas: 2 vagas
- Pessoas quilombolas: 1 vaga
- Total: 50 vagas
Quais são as principais etapas dos concursos?

Imagem: Notícias Concursos
Após a autorização, o próximo passo é a elaboração do edital, etapa fundamental para o detalhamento das regras de participação, conteúdo programático e critérios de avaliação.
Segundo as portarias do MGI, tanto a CGU quanto a ANPD têm prazo de até seis meses, a partir da publicação da autorização, para divulgar seus editais. Isso significa que, até o final de 2026, os concurseiros já podem esperar a publicação dos editais.
Prazos entre edital e provas
O tempo mínimo previsto entre a publicação do edital e a realização da primeira prova é de dois meses, proporcionando tempo adequado de preparação aos candidatos. Esse prazo é importante para quem deseja organizar uma rotina de estudos eficiente e competitiva.
Elaboração e execução dos certames
A responsabilidade pelos concursos ficará a cargo dos próprios órgãos, ou seja, CGU e ANPD serão os gestores dos certames, desde a definição da banca organizadora até a homologação dos resultados.
Políticas de inclusão e valorização da diversidade
Um dos grandes destaques dessas autorizações é o compromisso federal com as políticas afirmativas. Dos 110 postos abertos, parte significativa é reservada a segmentos historicamente excluídos do serviço público: pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas.
Essa distribuição não apenas cumpre a legislação vigente, mas também amplia a representatividade no funcionalismo. É uma forma de tornar o quadro de servidores mais plural, refletindo a própria sociedade brasileira.
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Como se preparar para esses concursos?
Com prazos definidos para publicação dos editais e realização das provas, os candidatos precisam construir desde já um plano de estudos consistente. É recomendado aprofundar os estudos em temas ligados à administração pública, auditoria, direito administrativo e, no caso da ANPD, legislação específica sobre proteção de dados.
Acompanhar editais anteriores, organizar simulados e buscar materiais de fontes reconhecidas são estratégias recomendadas para quem almeja um bom desempenho.
Além do conteúdo teórico, habilidades como redação, capacidade de análise crítica e atualização sobre temas de atualidade também merecem atenção especial no cronograma de estudos.
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Enquanto os editais não são publicados, aproveite para conferir outras oportunidades disponíveis no vídeo abaixo:





