O tão aguardado resultado final das provas objetivas do concurso do Ministério Público da União (MPU) foi divulgado nesta semana pela Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora do certame.
A publicação veio após a análise de recursos e confirmou a aprovação de 18.925 candidatos, que alcançaram a pontuação mínima exigida.
Os aprovados agora aguardam a próxima etapa, mas nem todos terão suas provas discursivas corrigidas, já que o edital prevê limites para essa fase.
Os candidatos já podem acessar:
Confira alguns exemplos de limites de correção por área:
Observação: Caso não haja número suficiente de aprovados em cotas, as vagas passam para ampla concorrência.
Para um concurso do porte do MPU, as notas de corte ficaram abaixo do esperado pela maioria dos concurseiros.
Em várias especialidades, bastou a pontuação mínima de 45 pontos (de um total de 80) para avançar. O maior corte foi de 63 pontos, registrado para analista em Psicologia.
A prova objetiva trouxe 80 questões, divididas em:
A prova discursiva exigiu redação:
Para ser aprovado na redação, o mínimo exigido é 20 pontos, em uma escala de até 40.
O concurso oferta 172 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para técnicos e analistas em diversas especialidades. Os salários chegam a R$ 16.637,08.
Os cargos com mais oportunidades são:
A maioria das vagas se concentra no Distrito Federal, mas há chances em outros estados.
Em uma cerimônia fechada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou recentemente a lei que amplia o percentual de cotas raciais em concursos públicos federais.
A reserva, antes de 20%, passa a ser de 30% das vagas destinadas a pessoas negras. A nova legislação também inclui indígenas e quilombolas no sistema de cotas, adotando modelo semelhante ao utilizado nas universidades federais.
A medida vale para concursos de órgãos do governo federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Durante a solenidade, Lula afirmou que o objetivo da lei é garantir uma administração pública mais representativa da população brasileira:
“Ainda temos poucas mulheres, ainda temos poucos negros, ainda não temos quase que nenhum indígena. Isso é resultado de uma briga que a gente precisa fazer todo santo dia”, declarou o presidente.
A validade da lei será de 10 anos, com revisão prevista para 2035. Candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos poderão concorrer também na ampla concorrência.
Os editais deverão prever procedimentos de verificação da autodeclaração racial, com base em características fenotípicas.
O sistema de cotas raciais nos concursos públicos foi instituído em 2014, com prazo até junho de 2024. A nova legislação garante sua continuidade, com ajustes no alcance e no período de vigência.
Vale lembrar que o presidente Lula também também sancionou recentemente a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, abrindo caminho para um verdadeiro pacote de oportunidades em concursos públicos.