Recentemente, o Bolsa Família vem buscando combater possíveis fraudes e irregularidades no recebimento do valor. Assim, o Governo Federal promoveu a identificação de recebimentos irregulares no principal programa de transferência de renda do país.
Nesse sentido, até o último mês de julho, cerca de 934 mil famílias que se declaravam unipessoais, foram retiradas da folha de pagamento do benefício. Isto é, tratam-se de família com um só membro.
O grupo teve um crescimento expressivo durante o período de pagamento do Auxílio Brasil, programa da última gestão. Na época, então, esta parcela subiu de 15% para 27% em pouco tempo, o que acabou fortalecendo o indício de uma possível fraude.
Inicialmente, no mês de abril deste ano, o Governo Federal executou uma interrupção temporária do pagamento de cerca de um milhão de beneficiários unipessoais. Além disso, a gestão também solicitou que o grupo apresentasse documentos que comprovassem a situação.
Desse modo, aqueles cidadãos que não efetuaram a comprovação de sua condição e que não se enquadravam nos requisitos do Ministério do Desenvolvimento Social acabaram sendo cortados do Bolsa Família.
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Assim, a expectativa é que um novo processo de fiscalização comece durante este mês de agosto. Portanto, isso deverá levar a mais cortes de cidadãos que não se enquadram mais nos critérios para participar do programa de transferência de renda.
Entenda a fiscalização do Bolsa Família
A interrupção do pagamento das parcelas do Bolsa Família vem focando naqueles cidadãos que relataram, no momento de suas inscrições, que residiam sozinhos.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o grupo passou a apresentar um aumento expressivo em seu número, saltando de 2,2 milhões para 5,9 milhões.
Dessa forma, o crescimento das famílias que se declaravam unipessoais fez com que o aumento de recebimento irregular do Auxílio Brasil também se elevasse. Isto é, pois o valor do benefício não levava em consideração o número de membros de uma unidade familiar, fornecendo a mesma quantia tanto para uma família unipessoal quanto para aquelas com mais membros.
Na época, o benefício do Governo Federal acabou recebendo críticas de diversos especialistas do setor econômico e social por seu formato. Isso se deu visto que este contribuía para o aumento das desigualdades entre os próprios participantes da medida.
O desenho do Auxílio Brasil fez com que diversas famílias se fragmentassem para conseguir ter acesso a mais de uma parcela do programa social. Assim, isso acarretou ao aumento expressivo das unidades familiares classificadas como unipessoais.
As maiores altas foram no período de dezembro de 2021, momento em que a gestão começou o pagamento da quantia mínima de R$ 400, e em julho de 2022, quando o valor mínimo passou para R$ 600 em razão da aprovação de uma PEC no Congresso Nacional.
Atualmente, o Bolsa Família conta com 24% de sua lista de beneficiários composta por unidades familiares unipessoais. O número se encontra abaixo daquele de 2022, mas ainda é muito superior do que o registrado antes da criação do Auxílio Brasil.
Como acontecem os cortes?
Através do aumento da fiscalização, a gestão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva efetuou a edição de novas regras para o processo de revisão das informações dos cadastros unipessoais.
Então, durante o mês de abril, o governo Federal realizou o bloqueio temporário de 1,2 milhão de beneficiários que participavam da medida. Além disso, também exigiu ao grupo o recadastramento de seus dados.



