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Auxílio Brasil tem impacto nas eleições?

Pesquisa mostra opinião dos beneficiários do programa.

Nos cinco primeiros meses deste ano houve o investimento de cerca de R$ 36,5 bilhões no Auxílio Brasil.  

Assim, a quantia é superior do que os R$ 35,4 bilhões da Lei Orçamentária Anua (LOA) de 2021 para o Bolsa Família. Isto é, antecessor do novo programa de transferência de renda do Governo Federal. 

Os dados foram têm base em informações da Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senart), divisão do Ministério da Cidadania. 

Qual é o valor médio do Auxílio Brasil?

O Auxílio Brasil começou a chegar nas famílias brasileiras em novembro do ano passado, depois de substituir o Bolsa Família.

Contudo, agora, o benefício conta com o tíquete médio de R$ 409,51. Desse modo, atende as famílias que cumprem os requisitos do Ministério da Cidadania, pasta responsável pela coordenação da medida. 

Nesse sentido, a fim de ilustrar o impacto da mudança, a quantia que o programa concedeu aos participantes nos cinco primeiros meses do ano teve um aumento de 161% em comparação com o mesmo período do ano de 2021. 

Isto é, segundo números do Ministério da Cidadania, o aumento foi de R$ 14 bilhões para R$ 35 bilhões. 

Durante o último mês vigente do Bolsa Família, outubro de 2021, o benefício contemplava 14,6 milhões de famílias do Brasil. Além disso, o programa tinha um tíquete médio de R$ 191,37 por unidade familiar. 

Programa chega a 18 milhões de brasileiros

Segundo a pasta responsável pela coordenação do programa, em maio deste ano, o Auxílio Brasil foi disponibilizado a 18,1 milhões de famílias.

Nesse sentido, o Auxílio Brasil chega nas regiões brasileiras da seguinte forma:

  • 8,5 milhões de famílias no Nordeste; 
  • 5,2 milhões no Sudeste; 
  • 2,1 milhões no Norte; 
  • 1,2 milhão no Sul; 
  • 937 mil no Centro-Oeste.

No entanto, não são todos os brasileiros que têm direito ao benefício que se encontram no programa.

Quem pode participar do Auxílio Brasil?

De acordo com o Ministério da Cidadania, é necessário cumprir com critérios específicos, a fim de ter acesso às parcelas do Auxílio Brasil.

Nesse sentido, as famílias devem ter inscrição no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico). Além disso, é importante que todos os seus dados estejam devidamente atualizados por um período mínimo de 02 anos.

Indo adiante, as unidades familiares deverão cumprir as seguintes condições de renda:

  • Se encontrar em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda mensal per capita de até R$ 150; 
  • Estar na faixa de pobreza, ou seja, recebendo entre R$ 105,01 e R$ 210 por pessoa. No entanto, este grupo deve contar com gestantes, nutrizes, crianças e jovens de 0 a 21 anos incompletos.

É importante, ainda, que a família cumpra com regras de manutenção assim que entram na medida. Tratam-se de exigências como acompanhamento de saúde, vacinação de crianças e frequência escolar, por exemplo.

Desse forma, o programa consegue garantir que estas famílias tenham acesso a políticas públicas de saúde e educação.

Fila de espera do Auxílio Brasil aumenta

O programa social chegou a um total de 18 milhões de famílias recebendo suas parcelas. No entanto, a fila de espera do benefício vem aumentando desde o mês de março deste ano.

Nesse sentido, de acordo com os últimos dados do Ministério da Cidadania, cerca de metade dos municípios do país apresentam famílias que, mesmo cumprindo os requisitos de participação no programa social, não se encontram dentro da folha de pagamento do benefício.

De acordo com a pasta, então, isso ocorre por falta de recurso orçamentários para a medida.

Além disso, o órgão indica que a fila de espera já possui famílias de 2.525 municípios, sendo que o país inteiro possui 5.500 cidades.

Ademais, já são mais de 764 mil famílias que a pasta aprovou. Contudo, estas ainda necessitam de aguardar o aumento do orçamento do programa ou a saída de algum participante para conseguir participar do benefício.

Gestão zerou fila de espera no início do ano

Segundo dados da atual gestão, a fila de espera do benefício se manteve zerada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022.

No entanto, durante o mês de março deste ano, cerca de 100 mil famílias tiveram o seu cadastro aprovado, mas não conseguiram entrar na folha de pagamento do programa.

Este número, então, saltou para 400 mil famílias no mês de abril, até chegar a 764 mil famílias no mês passado.

Nesse sentido, é importante lembrar do contexto de aumento dos índices de inflação e das taxas de desemprego no país. Isto é, visto que, assim, as famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica têm uma necessidade ainda maior de acesso às parcelas do programa.

Auxílio Brasil tem impacto nas eleições?

Durante 2019, o governo travou a entrada de famílias no auxílio em razão da ausência de verbas.

Desse modo, esta foi a época em que o Bolsa Família sofreu a maior diminuição de participantes desde sua criação. Isto é, indo de 14 milhões de famílias para 13 milhões.

Além disso, na época, a fila de espera do programa chegou a 1,5 milhão de cadastros.

No entanto, atualmente, a gestão mudou sua postura em relação ao programa social.

Veja também: Pagamentos do Auxílio BR serão barrados durante as eleições?

Com a pandemia de Covid-19 no país, o governo federal liberou mais verbas para os brasileiros que mais precisam.

Além disso, também houve a criação do Auxílio Emergencial, com a proposta inicial de R$ 200 pelo governo federal, e aumento de R$ 600 pelo Congresso Nacional. Este, então, apesar de temporário, fez com que a renda da população e a popularidade do presidente aumentassem.

Nesse sentido, com os resultados que a gestão obteve com o benefício temporário, esta passou a se empenhar para criar um novo programa social com a intenção de substituir o Bolsa Família. Isto é, já que a medida era vista pelo atual governo como uma forte marca do governo do PT.

Contudo, a criação e implementação do Auxílio Brasil não conseguiu proporcionar a mesma melhora na popularidade do presidente obtida com o Auxílio Emergencial.

De acordo com uma pesquisa da última quinta-feira, 26 de maio, portanto, a substituição do Bolsa Família pelo novo programa de transferência de renda do Governo Federal ainda não surtiu um expressivo efeito positivo nas intenções de voto ao atual presidente Jair Bolsonaro.

Entre os beneficiários do Auxílio Brasil, então, Bolsonaro possui somente 20% das intenções de voto. Ademais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com o apoio de 59% do público.

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