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App de saúde vai avaliar como a tecnologia contribui em mudanças no estilo de vida

Desenvolvido pela Sociedade Albert Einstein e Samsung, o aplicativo vai permitir que pessoas participem de pesquisa que fornece dados sobre hábitos de saúde e analisar o quanto a tecnologia ajuda a trazer mudanças nos padrões de comportamento relacionados à saúde

A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein lançou o aplicativo Einstein Pulse, desenvolvido em conjunto com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung em Campinas (SP), voltado à distribuição de conteúdo sobre saúde e bem-estar. O app de saúde não tem apenas essa finalidade: a plataforma fornece dados para uma pesquisa inédita para avaliar o quanto os usuários são influenciados pela tecnologia e podem mudar o estilo de vida e padrões de comportamentos relacionados à saúde.

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A ideia é usar os dados do Einstein Pulse para entender de que forma o uso dos aplicativos ajuda nas mudanças de hábitos e cuidados com a saúde. Os dados que estão sendo coletados são o quanto uma pessoa caminha por dia, se pratica exercícios ou não, qual seu padrão e qualidade de sono, além da quantidade de alimentos consumidos. 

A pesquisa é coordenada pela pesquisadora Vanessa Teich, superintendente de economia da saúde do Einstein. Ela diz que a intenção é usar o estudo para ajudar pacientes no auto cuidado da saúde e obter informações capazes de auxiliar no diagnóstico e tratamento médico. “Por meio dessa ferramenta digital, buscamos não só melhorar a experiência do paciente como reduzir custos evitáveis para o sistema de saúde”, afirma Teich. 

A Samsung usou sua experiência com o aplicativo Samsung Health para desenvolver o Einstein. O primeiro app já é conhecido do mercado e é utilizado pelos usuários dos Galaxy Watch para monitorar dados de saúde e bem-estar. Com o smartwatch, ele pode que medir a pressão arterial e já está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Como o Einstein Pulse vai funcionar 

O Einstein Pulse funciona com base em dados disponibilizados pelos próprios usuários e enviados pelo Samsung Health. A oportunidade de gerar esse armazenamento de dados é um dos grandes diferenciais do Samsung Health, possibilitando integração entre dispositivos, conectividade e, consequentemente, acompanhamento da saúde e bem-estar. 

O Einstein Pulse já pode ser baixado gratuitamente na Google Play Store. O app é compatível com smartphones Samsung Galaxy com sistema operacional Android 8 ou superiores, e utiliza as funções disponíveis em cada smartwatch. 

Ao preencher as perguntas feitas na plataforma, o usuário tem a opção de concordar em participar da pesquisa “Engajamento ao autocuidado em saúde e prática de hábitos saudáveis estimulados por uso de aplicativo em dispositivos eletrônicos vestíveis” e enviar suas informações todas as vezes em que interagir com o aplicativo. Os dados vão mostrar hábitos saudáveis relacionados à alimentação, entre eles horários das refeições; consumo diário de água; prática de atividades físicas; medições das médias de pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio; e qualidade do sono. 

Expectativa do estudo 

A proposta do estudo é avaliar as informações que os usuários do aplicativo fornecem no dia a dia para responder de que forma a tecnologia auxilia os usuários na troca de maus hábitos de saúde por mais bem-estar. “Queremos entender o quanto eles são participativos na autorregulação de seu comportamento e comprometidos em mudar seu estilo de vida buscando o bem-estar, levando a uma vida mais saudável”, explica Vanessa. 

Entre outras respostas possíveis de serem buscadas está o tempo médio necessário para mudar ou adquirir um hábito saudável, como praticar exercícios, consumir mais alimentos de qualidade e ter uma noite de sono adequada, por exemplo. A pesquisa deverá contar com pelo menos 2 mil participantes de ambos os sexos e acima de 18 anos e terá cerca de 24 meses de duração. 

A pesquisadora acredita que, de forma geral, as pessoas aumentaram a conscientização sobre a importância de gerenciar a própria saúde, inclusive com uso de um app. “Esse desejo, aliado ao desenvolvimento e integração de sensores fisiológicos, que podem ser embutidos em acessórios como relógios, pulseiras e smartphones, aumentou a oferta da tecnologia voltada ao bem-estar e concentrada na prevenção.” 

A pesquisa ainda contará com as participações dos pesquisadores: Tatiana Ferreira de Almeida; Otavio Berwanger; Elice Carneiro Batista; Caio Rochetto Vahanian; Luis Gustavo Tudeschini; Edson Amaro Junior; João Gabriel Dias Pagliuso; Diogo Ferreira da Costa Patrão; Rodrigo Ferreira de Carvalho; Marcio Aparecido de Oliveira; e João Ricardo Sato.

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