O Ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT) voltou a criticar o consignado para usuários do programa Auxílio Brasil. Em entrevista concedida ao portal UOL nesta terça-feira (24), ele desconversou sobre a ideia de perdoar as dívidas de pessoas que já solicitaram o crédito no ano passado.
“A situação envolve banco, né? É preciso ter um cuidado para ter uma clareza porque envolve banco”, disse ele, quando perguntado sobre a possibilidade de anistia. O Ministro desconversou e indicou que qualquer decisão sobre perdão de dívidas ainda deve passar por uma grande discussão envolvendo estes bancos.
Segundo informações do Ministério da Cidadania, 12 bancos estão oficialmente homologados para operar a linha do consignado do Auxílio Brasil. Este seria um dos problemas em relação ao processo de anistia. A tarefa de fazer todos estes bancos concordarem com o perdão das dívidas não tende a ser fácil.
Consignado na Caixa Econômica Federal
Alguns destes bancos, aliás, já deixaram claro que não devem permitir a anistia. Foi o caso da Caixa Econômica Federal. Na última semana, a nova presidente da instituição, Rita Serrano, disse que não é possível pensar em anistia agora e indicou que o Governo Federal precisa pensar em outras saídas para este público endividado.
“Olha, nós não trabalhamos com essa perspectiva (de anistia para os usuários que solicitaram o consignado), até porque, perdão dos devedores, o banco não tem como fazer isso”, disse Serrano. “Há a possibilidade de tentar negociar com o governo formatos para baixar os juros.”
“Eu já posso anunciar para vocês que nós estamos suspendendo o consignado por duas razões. A primeira é porque o Ministério do Desenvolvimento Social vai revisar o cadastro, então, como o ministério vai revisar o cadastro, não é de bom tom que a gente mantenha, porque nós não sabemos quem ficará nesse cadastro ou não”, afirmou.



