O Dia do Ortopedista é celebrado em 19 de setembro, em referência à fundação da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, em 1935. A data reconhece o trabalho dos médicos especializados no cuidado do aparelho locomotor, responsáveis pelo diagnóstico, tratamento e prevenção de condições que afetam ossos, músculos, articulações, tendões e ligamentos.
Esses profissionais desempenham um papel fundamental na saúde musculoesquelética, atuando desde consultas preventivas até procedimentos cirúrgicos complexos. O ortopedista é o médico habilitado para tratar fraturas, lesões esportivas, desgastes articulares e doenças congênitas ou adquiridas que podem comprometer a mobilidade.
Continue lendo e confira mais detalhes sobre a profissão!
O que faz o ortopedista?
O ortopedista realiza o diagnóstico e tratamento de doenças e lesões envolvendo o sistema musculoesquelético. Sua atuação vai do atendimento clínico à realização de procedimentos cirúrgicos, buscando restaurar função e qualidade de vida dos pacientes.
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QUERO ENTRAR AGORA →- Analisa e trata fraturas, luxações, entorses e osteoporose.
- Cuida de lesões ligamentares, tendinosas e musculares, frequentes em atletas e idosos.
- Acompanha o desenvolvimento de deformidades ósseas ou musculares, além de alterações congênitas.
- Trabalha em conjunto com outras especialidades, como fisioterapia, para a reabilitação postural e funcional.
O acompanhamento ortopédico é recomendado para quem apresenta limitações motoras, dor recorrente ou histórico de traumas.
Principais condições tratadas pela ortopedia
Dentre as doenças e situações mais comuns atendidas por ortopedistas estão:
Doenças comuns
- Artrose: desgaste progressivo da cartilagem das articulações, podendo causar dor, rigidez e dificuldade de movimentação, principalmente em joelhos, quadris e mãos.
- Lombalgia: dor localizada na região lombar da coluna, podendo afetar a mobilidade e a realização de atividades diárias.
- Hérnia de disco: alteração nos discos entre as vértebras, que pode provocar compressão de nervos, dor intensa e limitações nos movimentos.
- Artrite reumatoide: doença inflamatória que afeta as articulações e pode causar dor, inchaço e deformidades ao longo do tempo.
Lesões e traumas
- Fraturas ósseas: rompimentos parciais ou completos dos ossos causados por quedas, acidentes ou fragilidade óssea.
- Tendinite: inflamação dos tendões, geralmente associada a esforço repetitivo, sobrecarga ou movimentos inadequados.
- Bursite: inflamação das bursas, pequenas bolsas com líquido que ajudam a reduzir o atrito entre tendões, músculos e ossos.
- Ruptura de ligamentos: lesão que ocorre quando essas estruturas são rompidas de forma parcial ou total, geralmente após traumas ou torções.
- Entorses: distensão ou rompimento dos ligamentos de uma articulação após movimentos bruscos ou impactos.
Deformidades e condições congênitas
- Joanete: alteração óssea caracterizada pelo surgimento de uma saliência na base do dedão do pé.
- Pé torto congênito: deformidade presente desde o nascimento que altera a posição e o formato dos pés.
- Discrepância no comprimento dos membros: diferença de tamanho entre as pernas ou outros membros, podendo afetar a postura e a locomoção.
- Deformidades ósseas congênitas: alterações estruturais dos ossos que surgem durante o desenvolvimento fetal.
- Dedo em garra: deformidade nos dedos dos pés que provoca curvatura anormal das articulações.
- Síndrome de Marfan: condição genética que afeta o tecido conjuntivo e pode causar alterações no desenvolvimento ósseo e corporal.
- Síndrome de Turner: alteração genética associada à ausência total ou parcial de um cromossomo X, podendo apresentar impactos no crescimento e no desenvolvimento físico.
- Crescimento ósseo desproporcional: alterações em que determinados ossos apresentam desenvolvimento diferente do esperado, afetando a estrutura corporal e a mobilidade.
Quando procurar um ortopedista?

Deve-se procurar um ortopedista diante de sintomas como dor persistente em ossos, músculos ou articulações, limitação de movimentos, deformidades visíveis, ou após traumas que envolvam quedas, pancadas e torções.
Sinais indicativos do momento de agendar uma consulta incluem:
- Dor nas articulações ou músculos que não melhora com repouso ou analgesia simples.
- Redução da flexibilidade ou da força muscular.
- Inchaço, calor ou vermelhidão em determinada articulação.
- Dificuldade para caminhar, levantar objetos ou executar tarefas rotineiras.
- Lesões esportivas agudas ou reincidentes.
- Histórico de fraturas ou doenças ósseas na família.
A avaliação rápida pode evitar agravamento do quadro e o aparecimento de sequelas.
Principais exames solicitados pelo ortopedista
O diagnóstico preciso de doenças ortopédicas depende de exames de imagem e laboratoriais. Os mais frequentes são:
- Radiografia: detecta fraturas, desalinhamentos e degenerações ósseas.
- Ressonância magnética: avalia lesões em tendões, ligamentos, cartilagens e discopatias.
- Ultrassonografia: útil para investigar lesões em tecidos moles, como tendinite e bursite.
- Densitometria óssea: empregada para medir a densidade mineral dos ossos, especialmente em casos suspeitos de osteoporose.
A escolha do exame mais adequado depende da queixa apresentada e dos achados do exame físico realizado pelo ortopedista.
Tratamentos e abordagens ortopédicas
O ortopedista pode indicar diferentes formas de tratamento – de acordo com a condição e a gravidade dos sintomas:
- Tratamento clínico: inclui uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e reabilitação física.
- Intervenção cirúrgica: indicada em fraturas complexas, lesões graves em ligamentos, deformidades ósseas e casos que não respondem ao tratamento conservador.
- Acompanhamento multidisciplinar: colaboração com fisioterapeutas, reumatologistas e nutricionistas para a recuperação global do paciente.
- Prevenção: orientação para fortalecimento muscular, práticas de exercícios adequados e correção postural para evitar recidivas.
O acompanhamento regular pode permitir a detecção precoce de doenças e melhor resposta aos tratamentos indicados.
Perfil e formação do ortopedista
Para atuar oficialmente como ortopedista, é necessária a graduação em Medicina (com registro ativo no CRM) e a conclusão de uma residência médica em Ortopedia e Traumatologia reconhecida pelo MEC, o que garante a emissão do Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
- O tempo de especialização é, em média, de três anos após a graduação.
- O profissional pode optar por subespecializações, como ortopedia pediátrica, traumatologia do esporte ou cirurgia da coluna.
- Participa de cursos e congressos para atualização constante nas técnicas e descobertas da área.
A atuação ética e o compromisso com a atualização garantem atendimento seguro e de qualidade à população.
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