Com a aproximação dos meses mais quentes, volta a surgir a dúvida sobre o horário de verão no Brasil. Desde 2019, a medida foi suspensa, após estudos técnicos indicarem baixa efetividade na economia de energia.
Nas redes sociais e nos sites de busca, cresce a pergunta: será que em 2026 os brasileiros vão adiantar os ponteiros novamente? Descubra o que já foi definido, o que mudou nos últimos anos e como isso pode impactar tanto a rotina do país quanto quem mantém contato com o exterior.
Por que o horário de verão deixou de existir?
O objetivo original do horário de verão é simples: economizar energia elétrica aproveitando melhor a luz natural no final do dia. Os relógios eram adiantados para diminuir o consumo de iluminação artificial durante o período conhecido como pico elétrico, entre 18h e 21h. Por muitos anos, isso trouxe certo alívio ao sistema de geração e distribuição.
No entanto, análises apontaram mudanças no comportamento dos consumidores. O pico de demanda elétrica deixou de se concentrar apenas à noite, principalmente devido ao aumento no uso de equipamentos como ar-condicionado durante as tardes quentes. Ao mesmo tempo, a iluminação residencial e pública ficou mais eficiente, reduzindo a relevância do deslocamento do horário comercial.
Em alguns casos, o consumo geral até cresceu, pois muitas residências passaram a usar mais aparelhos de climatização. Assim, a política do horário de verão passou a ser revisada e, após estudos detalhados, foi suspensa sem previsão de retorno.
Quais estados eram afetados antes da suspensão?
A mudança de horário nunca foi aplicada de forma igual em todas as regiões do Brasil. Quando estava em vigor, abrangia:
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- Paraná
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Espírito Santo
- Minas Gerais
- Goiás
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Distrito Federal
Os estados do Norte e Nordeste ficavam de fora, pois nesses locais a variação da duração dos dias ao longo do ano é pouco significativa devido à proximidade com a Linha do Equador.
Haverá horário de verão no Brasil em 2026?

Imagem: Agência Brasil
Não haverá horário de verão em 2026 no Brasil. Após décadas de adiantamento dos relógios em parte do território nacional, a prática foi suspensa em 2019.
Assim, o país completa seu sexto ano consecutivo sem alterar oficialmente o horário no verão. Para que o ajuste voltasse a valer, seria necessário um novo decreto presidencial — algo que não ocorreu até hoje. Portanto, não existe data oficial nem expectativa de retorno da medida em 2026, sendo mantido o horário padrão durante todo o ano.
Historicamente, quando vigorava, o início se dava à meia-noite do primeiro domingo de novembro, com término na madrugada do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Em anos de Carnaval em fevereiro, o fim do horário de verão era adiado em uma semana. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram as principais afetadas.
Continuação do horário de verão em outros países
Apesar de não ser mais adotado no Brasil, o horário de verão segue presente em países como Estados Unidos e Portugal. Nos Estados Unidos, o chamado Daylight Saving Time em 2026 começou no dia 8 de março, quando os relógios são avançados em uma hora, e termina em 1º de novembro.
O interessante é que nem todo território norte-americano adota o sistema; estados como Havaí e Arizona (exceto a Nação Navajo), além de territórios como Porto Rico e Guam, mantêm o mesmo horário o ano todo.
Na Europa, especialmente em Portugal, a mudança ocorrerá no último domingo de março. Em 2026, será no dia 29 de março: os relógios serão adiantados em uma hora.
O efeito prático é o aumento do intervalo com o horário de Brasília, impactando principalmente quem mantém compromissos, aulas ou reuniões entre os dois continentes.
Impactos para brasileiros que se conectam com o exterior
Mesmo sem o ajuste de horário no Brasil, a mudança internacional afeta a rotina de quem trabalha, estuda ou depende de contatos com outros países. Em 2026, a diferença de fuso horário entre Brasília e Lisboa, por exemplo, passará de três para quatro horas durante o verão europeu. O mesmo vale para transmissões esportivas, eventos acadêmicos e viagens agendadas para esses períodos.
Recomenda-se atenção especial à agenda no final de março, com verificação dos novos horários para evitar confusões, atrasos e possíveis desencontros, especialmente em setores de aviação e negócios internacionais.
Além disso, vale checar se seus dispositivos eletrônicos atualizam o relógio de forma automática e reprogramar alertas de reuniões com antecedência.
Você acredita que o horário de verão ainda é necessário? Compartilhe sua opinião e reveja sua agenda se tiver algum compromisso internacional. Para mais informações, acompanhe o portal Notícias Concursos.









