Pare tudo o que está fazendo e verifique o seu troco: você pode estar carregando um tesouro das Olimpíadas sem saber. Com 17 modelos diferentes circulando pelo país, as moedas que celebram os Jogos Rio 2016 guardam segredos que vão muito além do design esportivo. Entre núcleos deslocados e baixas tiragens, o mercado de moedas raras está mais aquecido do que nunca em 2026. Confira o guia completo para identificar, avaliar e negociar suas moedas comemorativas hoje mesmo.
O que são moedas raras?
Moedas raras são aquelas cuja quantidade em circulação é limitada, normalmente por tiragem baixa ou por erros específicos no processo de fabricação. Algumas moedas apresentam falhas de produção, como núcleos deslocados, corte incomum no metal e impressões duplicadas. Esses detalhes singularizam a peça, tornando cada moeda única aos olhos da numismática. Os valores podem variar bastante, dependendo do tipo e do grau do erro.
Estado de conservação: por que ele influencia tanto o valor?
O estado de conservação é um dos principais critérios para avaliar uma moeda rara. Uma peça no estado Flor de Cunho, ou seja, com brilho original e sem sinais de desgaste, costuma alcançar os maiores valores. Estados intermediários como Soberba e MBC também agregam valor, principalmente para moedas de baixa tiragem ou com defeitos raros. Portanto, guardar as moedas em locais protegidos faz toda a diferença na hora da negociação.
Coleção de moedas das Olimpíadas: o que são e por que chamam atenção?
As moedas das Olimpíadas foram emitidas pelo Banco Central entre 2012 e 2016, em comemoração aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Ao todo, foram 17 modelos criados: 16 retratando esportes e mascotes e uma especial da entrega da Bandeira Olímpica, de 2012, considerada a peça mais cobiçada entre colecionadores da numismática.
Características e identificação
As moedas possuem valor facial de R$ 1 e apresentam desenhos de modalidades esportivas e mascotes Vinícius e Tom. O material é bimetálico, com núcleo prateado e anel dourado, além de apresentar detalhes únicos que podem revelar erros de cunhagem — elementos que aumentam muito o interesse dos caçadores de moedas raras.

O que torna uma moeda das Olimpíadas valiosa?
O maior atrativo está nos chamados “erros de cunhagem“. Um pequeno desvio já transforma uma moeda comum em item de alto valor, principalmente se associada à escassez. Outro componente importante é o “estado de conservação”. Moedas sem sinais de uso, conhecidas como “Flor de Cunho”, são extremamente valorizadas.
Valores de mercado em 2026
Veja quanto valem as moedas das Olimpíadas, de acordo com seu estado e raridade:
- Moeda da Entrega da Bandeira (2012):
- MBC: cerca de R$ 100
- Soberba: em torno de R$ 150
- Flor de Cunho: entre R$ 180 e R$ 250
- Moedas comuns (esportes e mascotes, 2014-2016):
- MBC: por volta de R$ 3
- Soberba: até R$ 5
- Flor de Cunho: pode chegar a R$ 10
- Erros de cunhagem:
- Defeitos leves: entre R$ 30 e R$ 50
- Erros em moeda da Bandeira: R$ 150 a R$ 170
- Núcleo cortado: média de R$ 350
- Núcleo deslocado: até R$ 900
- Defeito boné: de R$ 450 até R$ 850
- Moedas monometálicas (raríssimas): valores que chegam a milhares de reais
- Coleção completa (17 moedas):
- Com álbum: R$ 180 a R$ 200
- Sem álbum: cerca de R$ 150
Esses valores são praticados por revendedores reconhecidos, catálogos especializados e em leilões recentes. O preço pode variar conforme o interesse do público ao longo dos anos.
Como identificar moedas valiosas das Olimpíadas?
Quem descobre uma moeda diferente deve ficar atento a marcas de erros, como deslocamentos, cortes incomuns ou acabamentos fora do padrão de cunhagem. Consultar catálogos e grupos de numismática pode ajudar na análise. Fotografar ambos os lados e comparar com modelos verificados é prático e recomendado por especialistas.
Principais erros e suas faixas de preço
- Núcleo prateado fora do centro
- Cortes em meia-lua
- Bordas muito largas de um lado e inexistentes do outro (defeito boné)
- Moedas com apenas um disco metálico
Esses detalhes são visíveis a olho nu e tornam a peça muito procurada, chegando a valer mais de R$ 1.000 em alguns casos raros!
Aproveite para assistir a este vídeo especial que traz mais exemplos e dicas:
Como e onde vender sua moeda rara das Olimpíadas?
Identificou uma moeda rara ou com erro interessante? A recomendação é procurar avaliações com especialistas em numismática em lojas, feiras e grupos de colecionadores. É possível, ainda, negociar em plataformas digitais seguras ou em sites de leilões reconhecidos. Uma dica importante: prefira sempre canais que ofereçam garantias e avaliações sérias.
Quer entender melhor o processo de venda? Veja detalhes e orientações no passo a passo do Notícias Concursos que ensina como “Comprar e vender moedas raras”.
Vale a pena guardar ou negociar moedas olímpicas?
As moedas das Olimpíadas reúnem riqueza histórica, diversidade de erros e potencial de valorização. Mesmo quem não é especialista em numismática sente vontade de procurar no cofre de casa, imaginar as possibilidades e conferir: será que algum desses pequenos tesouros está bem perto?
É importante acompanhar o mercado, proteger bem as moedas e buscar sempre referências antes de negociar ou investir. Afinal, não seria interessante descobrir que aquela moeda esquecida guarda um valor inesperado? Quantas histórias e descobertas cabem em uma simples moeda de R$ 1?

















