Atenção, beneficiários! O golpe da Prova de Vida voltou a circular e pode colocar o seu pagamento em risco.
Por telefone e em visitas a domicílio, criminosos se passam por servidores do INSS, cobram o procedimento com urgência, pedem dados pessoais, documentos e até dinheiro, sempre com a ameaça de bloquear o benefício de quem não obedece.
O medo de perder o benefício é a principal isca usada nesse tipo de fraude. É com base nele que os criminosos pressionam a vítima e tentam obter dados e dinheiro em poucos minutos de contato.
Continue a leitura e entenda como a Prova de Vida funciona hoje e o que fazer para não cair em golpes!
Antes de falar dos golpes, é preciso entender uma mudança que muita gente ainda não percebeu: a Prova de Vida deixou de ser aquela ida anual ao banco e passou a ser automática. O próprio sistema confirma que o beneficiário está vivo a partir do cruzamento de registros públicos, como vacinação, atendimentos no SUS e emissão de documentos.
A maioria dos segurados, portanto, não precisa tomar nenhuma providência. A exceção ocorre quando o sistema não consegue validar os dados de alguém. Nesses casos, o aviso chega pelo banco em que o benefício é pago ou por mensagem no WhatsApp oficial do Governo do Brasil. E é justamente nessa brecha que os golpistas têm agido: fingindo ser o INSS para assustar quem teme perder o benefício.
Os relatos de fraude se multiplicaram nas últimas semanas. Uma aposentada que trabalha como costureira contou ter recebido mais de 30 ligações em uma única semana, de números diferentes, todas exigindo que ela fizesse a Prova de Vida na hora, sob ameaça de perder o benefício se não passasse os dados.
Ela desconfiou porque já havia regularizado a situação e sabia que nem o instituto nem o banco ligam pedindo informação pessoal. A orientação que recebeu foi bloquear os números e não fornecer nada por telefone.
As fraudes não param no telefone. Em Luziânia, no interior de Goiás, denúncias apontam pessoas que vão de porta em porta usando roupas com a logomarca do órgão e crachás falsos. Na abordagem, pedem documentos, a senha do Meu INSS e dados bancários e, em alguns casos, chegam a pedir dinheiro.
A regra que todo beneficiário deve reter é clara: nenhuma dessas abordagens parte do INSS. O instituto não realiza a Prova de Vida por telefone, não envia representantes à casa dos segurados para fazer o procedimento ou recolher documentos e não dispara mensagens por WhatsApp, SMS ou outros aplicativos com ameaça de bloqueio do pagamento.
Há um sinal que ajuda a identificar a tentativa de golpe: a pressa. Os criminosos trabalham com o susto, exigem resposta imediata e solicitam dados logo no primeiro contato.
O atendimento oficial não adota esse padrão e não pede senha ou número de documento por telefone. Contatos marcados por urgência e pela cobrança de informações estão fora dos canais oficiais e devem ser tratados como fraude.
Na dúvida após um contato suspeito, a orientação é verificar a situação diretamente nos canais oficiais, sem repassar qualquer dado a quem fez a abordagem. Confira as principais vias de consulta:
Por esses caminhos, o beneficiário confirma se a Prova de Vida já foi feita de forma automática ou se ainda há alguma pendência a resolver.
Alguns cuidados simples bastam para barrar a ação dos criminosos. Por se concentrarem em idosos e aposentados, alvos preferidos desse tipo de fraude, vale repassar as orientações também aos parentes mais velhos:
A recomendação dos órgãos oficiais é direta: diante de qualquer suspeita, encerre o contato e procure o INSS por conta própria, pelos canais oficiais, sem utilizar números ou links enviados por terceiros.
Informação é a melhor defesa de quem depende do benefício. Continue acompanhando o Notícias Concursos para receber novos alertas e ficar por dentro de tudo o que muda no INSS.
Aproveite para conhecer as principais funcionalidades do aplicativo Meu INSS e saiba onde encontrar informação segura sobre o seu benefício. Assista ao vídeo: