O concurso da Polícia Penal Federal ganha destaque em 2026 diante da crescente expectativa por novas convocações. Enquanto centenas de aprovados aguardam a chamada, cresce a atenção em torno dos próximos passos do certame.
Nesse contexto, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) já encaminhou ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) um pedido de atualização do número de vagas, com o objetivo de reforçar o sistema penitenciário federal ainda no ciclo vigente.
De acordo com informações do documento enviado ao MGI, a Senappen busca autorização para o provimento excepcional de 101 vagas, utilizando o cadastro de reserva de aprovados do concurso em validade até 25 de maio deste ano.
Descubra a seguir o panorama completo das movimentações, como está o cronograma oficial e o que muda para quem sonha com uma vaga no sistema penal federal.
Solicitação de novas vagas pode reforçar o efetivo
O pedido protocolado pela Senappen junto ao Ministério da Gestão e da Inovação representa mais uma tentativa de aproveitar o concurso vigente. O objetivo é preencher 90 vagas para o cargo de Policial Penal Federal e 11 para Especialista Federal em Assistência à Execução Penal.
A atualização dessa demanda foi motivada pelo aumento das vacâncias ao longo do último ano — só nos últimos meses, saltou de 50 para 101 cargos disponíveis, segundo o próprio ofício da secretaria.
Atualmente, cerca de 700 aprovados para o concurso penal federal seguem aguardando serem chamados. A intenção, de acordo com a Senappen, é absorver parte desse contingente para evitar perdas no serviço e valorizar aqueles que já se dedicaram ao longo do processo seletivo.
Além disso, sem a autorização do MGI em tempo hábil, será inevitável partir para um novo certame, o que pode abrir espaço para incertezas e sobrecarga de trabalho entre os servidores já atuantes nas unidades federais.
Cronograma proposto prevê convocações até maio
Para evitar o vencimento da validade do concurso, a Senappen apresentou um cronograma detalhado ao MGI. Segundo o plano, a autorização das convocações precisa sair até março, abrindo espaço para o início do Curso de Formação Profissional (CFP) já nos primeiros meses do ano.
O CFP deve durar entre um mês e meio a dois meses, com término projetado para até 20 de maio, data em que a homologação do resultado final também deve estar publicada.
Depois disso, a expectativa é que a portaria de nomeação saia até 22 de maio, seguida das inspeções médicas e, finalmente, posse e exercício entre maio e junho, respeitando o prazo máximo de 30 dias após a nomeação e mais 15 dias até o início das atividades.
Essas datas colocam pressão para quem aguarda ser chamado, mas também indicam o compromisso do órgão em evitar lacunas operacionais. Com o aumento das vacâncias, a estrutura do sistema penitenciário exige reforços imediatos, reforçando o papel estratégico do concurso da Polícia Penal Federal para 2026.
Planejamento para um novo concurso Penal Federal está em andamento

Imagem: Notícias Concursos
Enquanto busca ampliar as convocações do concurso vigente, a Senappen não perde o foco no futuro. Há uma movimentação paralela para que seja aberto um novo concurso penal federal, mas, para isso, é indispensável a criação formal de cargos — procedimento que envolve avaliação técnica do MGI, pareceres das áreas econômicas e o possível envio de proposta legislativa ao Congresso Nacional.
O total solicitado supera os 970 novos cargos, distribuídos entre Unidades Penitenciárias Federais, Força Penal Nacional e Escola Nacional de Serviços Penais, além de diversas vagas para especialistas e técnicos. Esse cenário indica que, mesmo com a atual movimentação, as chances para novos candidatos não estão descartadas.
Como foi o último concurso Penal Federal?
O último concurso, realizado pelo antigo Departamento Penitenciário Nacional (hoje Senappen), ofertou 309 vagas, sendo 294 para a então carreira de agente federal de execução penal – função que agora corresponde ao policial penal federal – e 15 para especialistas.
Após uma recente reestruturação, o cargo de policial penal federal passou a exigir nível superior bem como CNH na categoria “B” ou superior.
Etapas da seleção
O processo de seleção contou com:
- Prova objetiva;
- Prova discursiva;
- Teste de Aptidão Física (TAF);
- Avaliação médica;
- Avaliação psicológica;
- Investigação social.
Todas essas etapas ocorreram nas 26 capitais brasileiras e também em Catanduvas (PR) e Mossoró (RN), onde há penitenciárias federais.
No conteúdo programático, destacaram-se temas como Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Direito Constitucional, Administrativo, Penal, Processual Penal, direitos humanos, legislação especial e tópicos ligados à execução penal. Para especialistas, a dinâmica contou com questões adaptadas à área e uma redação dissertativa que abordava atualidades nacionais.
O que esperar para 2026 no sistema penal federal
Com a organização oficial e a busca por novas vagas, 2026 promete ser um ano animador para os interessados na carreira penal federal. O cenário demanda preparação focada, atualização constante dos estudos e atenção ao calendário da Senappen e do MGI, pois tanto convocações autorizadas quanto um possível novo edital podem mudar o panorama em pouco tempo.
Enquanto as decisões não saem, resta a expectativa e a necessidade de planejamento estratégico para conquistar uma vaga tão disputada.
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Confira no vídeo abaixo os editais já confirmados para 2026:















