Com a criação do Auxílio Brasil, o novo programa social do Governo Federal irá substituir o Programa Bolsa Família a partir de novembro. Isto é, assim que o Auxílio Emergencial acabar, em outubro.
Desse modo, a gestão atual tem a intenção de fortalecer as políticas assistenciais que se direcionam a famílias carentes do país. Assim, é possível oferecer a elas ferramentas para que possuam autonomia e consigam espaço no mercado de trabalho.
No entanto, até o momento, o benefício não conta com a definição do valor e ainda possui uma grande incerteza sobre a origem de seus recursos.
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro declarou que o valor médio do benefício deverá sofrer um aumento de pelo menos 50%. Assim, passará de R$ 189, valor atual do Bolsa Família, para uma faixa de R$ 280. Além disso, o governo pretende promover a ampliação do programa, que deverá prestar assistência a mais 1,5 milhão de pessoas, chegando a ao menos 16 milhões de cidadãos.
Nesse sentido, João Roma, atual ministro da Cidadania, declarou que o governo já possui cerca de R$ 35 bilhões para a instauração do benefício em 2022. Contudo, ainda será necessário obter uma quantidade maior de recursos.
Auxílio Brasil terá formato diferente para fortalecer outros programas
O novo programa se apresentará de uma forma distinta do atual Bolsa Família, contando com nove modalidades e complementos. Assim, João Roma relatou que a medida contará com novas ferramentas com o foco principal em possibilitar uma integração maior de outras políticas públicas.
Dessa maneira, segundo o ministro, o Auxílio Brasil chega para fortalecer ainda mais os programas de distribuição de renda. Além disso, possui o objetivo de possibilitar a proteção da população que esteja vulnerável socioeconomicamente. Para tanto, o programa ofertará ao seu público meios para conseguirem emancipação financeira no futuro, proporcionando uma melhora significativa das condições de vida.
Uma grande dúvida sobre a adoção do novo formato é sobre o valor que será disponibilizado à população. Então, ao tocar neste assunto, Roma declara que para este ano o benefício já possui recursos financeiros garantidos para sua execução. Estes virão do antigo Bolsa Família e do fim do pagamento do Auxílio Emergencial. No entanto, o mesmo declara que o governo ainda necessita de aguardar o envio da Lei de Diretrizes Orçamentárias ao Congresso Nacional no fim deste mês de Agosto.
A ampliação do alcance do benefício e o aumento de seu tíquete médio ainda depende da aprovação de alguns pontos junto ao Congresso. Dentre os principais pontos, então, está a polêmica PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos Precatórios. Esta, por sua vez, possui o objetivo de proporcionar a flexibilização do pagamento de dívidas judiciais em até 10 anos.
Dois terços da população brasileira já sabe do Auxílio Brasil
Em pesquisa que a XP/Ipespe realizou, de publicação neste mês de agosto, foi possível verificar o conhecimento da população sobre o programa. Assim, os dados mostrara que cerca de dois terços da população do Brasil já conhecem o Auxílio Brasil e as modificações que o novo benefício implantará.
A proposta de criação do Auxílio Brasil foi enviada ao Congresso Nacional no dia 9 de agosto. Em seguida, com quase 10 dias após seu envio, cerca dos 66% perguntados sobre o tema relataram conhecer o novo benefício.



