Inflação em maio é a maior em 25 anos; veja o que ficou mais caro

Inflação em maio é a maior em 25 anos; veja o que ficou mais caro

Impulsionada pelo aumento da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, registrou o maior valor para maio de 2021 do que nos últimos 25 anos. Ou seja, altas superiores não aconteciam desde 1996.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja os resultados de maio: 

  • IPCA/inflação maio: 0,83%
  • A maior para o mês de maio desde 1996 (1,22%);
  • Em relação a abril, a inflação oficial cresceu 0,52% em maio;
  •  O valor ficou acima do que previa a Reuters (0,71%)

Veja os resultados acumulados:

  • No ano de 2021 a alta acumulada da inflação ficou em 3,22%;
  • Já nos últimos 12 meses 8,06%;
  • O valor da alta acumulada nos últimos 12 meses imediatamente anteriores foi de 6,76%.
  • O valor da inflação acumulada nos 12 meses é um problema diante do centro da meta do governo de 3,75% para o ano;

Inflação em maio: energia elétrica foi o que mais pesou

O que mais pesou para o resultado da inflação do mês de maio de 2021 foi a alta na energia elétrica (5,37% no geral, com impacto de 0,23% no resultado final).

Este aumento pode ser explicado devido ao acionamento da bandeira vermelha patamar 1 na conta de luz de maio. Em outras palavras, para cada 100 quilowatts-hora consumidos, além da cobrança comum, mais R$ 4,169 seriam embutidos. Entenda mais desta cobrança aqui. 

Além disso, outra alta na inflação se deve a reajustes na conta de luz no final de abril em diversas regiões do Brasil.

Já entre os itens que ficaram mais caro estão:

  • Tv, som e informática (2,16%);
  • Gás de botijão (1,24%);
  • Gás encanado (4,58%);
  • Gasolina (2,87%);
  • Etanol (12,92%) ;
  • Óleo diesel (4,61%);

“Esse resultado do mês tem muito a ver com os monitorados, principalmente energia elétrica e combustíveis”, afirmou ao G1, o gerente da pesquisa Pedro Kislanov.

Carnes têm alta de 38% em 12 meses

Apesar de não ser o alimento que registrou o maior percentual de inflação, o preço da carne disparou 38% nos últimos 12 meses.

“O que tem pesado no caso das carnes é o aumento das exportações, que pesou bastante no ano passado, sobretudo para o mercado chinês, e o aumento dos custos de produção, porque alguns insumos fundamentais para a ração, como a soja e o milho, tiveram grande valorização no mercado internacional, o que reflete no preço para o consumidor final”, analisou o pesquisador sobre a inflação sobre a carne.

Ainda no acumulado de 12 meses, itens comuns na mesa do brasileiro também cresceram significativamente, com destaque para o óleo de soja (86,87%), feijão fradinho (58,04%) e arroz (51,83%).

Confira a inflação para cada um dos grupos pesquisados

Todos os nove indicadores tiveram alta no mês de maio, com destaque para habitação; artigos de residência e transporte. Veja todos os resultados abaixo.

  • Alimentação e bebidas: 0,44%
  • Habitação: 1,78%
  • Artigos de residência: 1,25%
  • Vestuário: 0,92%
  • Transportes: 1,15%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,76%
  • Despesas pessoais: 0,21%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,21%
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