Você já recebeu algum contato suspeito pelo WhatsApp oferecendo ajuda para resolver problemas em sua conta? Uma nova tática tem chamado a atenção nos últimos meses: golpistas estão usando o compartilhamento de tela para roubar senhas e informações sensíveis praticamente ao vivo.
Mas como funciona esse esquema? Continue lendo e descubra como funciona, além disso, saiba por que ninguém está 100% livre desse tipo de ameaça.
Como funciona o golpe do compartilhamento de tela?
O método utilizado por cibercriminosos envolve engenharia social: eles fingem ser representantes do suporte oficial de empresas reconhecidas. O primeiro passo desse golpe é monitorar páginas de grandes marcas em redes sociais, como Facebook, em busca de comentários de usuários relatando algum problema.
Quando identificam uma possível vítima, iniciam um contato privado, afirmando que podem solucionar a questão rapidamente. Solicitam, então, que o usuário participe de uma chamada de vídeo e compartilhe a tela do seu celular. O argumento é facilitar o atendimento, mas, na verdade, trata-se do momento oportuno para capturar dados confidenciais.
O que os golpistas conseguem capturar durante a chamada?

O compartilhamento de tela no WhatsApp permite que os criminosos acompanhem todo o processo de login e navegação em tempo real. Assim, obtêm acesso a:
- Nome de usuário e e-mail
- Tela de digitação de senha (embora não vejam a senha digitada, conseguem rastrear as tentativas)
- Código de verificação de duas etapas enviado via SMS ou aplicativo
- Dados bancários expostos durante acessos a apps financeiros
O momento mais crítico do golpe ocorre quando o código de verificação aparece na tela da vítima. Os criminosos anotam esse código e, rapidamente, solicitam a troca de senha, tomando o controle da conta.
Meta implementa novas camadas de proteção no WhatsApp e Messenger
Como resposta ao crescimento desses golpes, a Meta anunciou a implementação de alertas automáticos quando alguém tenta compartilhar a tela com contatos desconhecidos durante chamadas em vídeo. O objetivo é alertar o usuário enquanto ainda há tempo de negar o acesso, reduzindo a incidência de fraudes.
Além disso, a empresa também declarou uma intensificação no monitoramento de conversas no Facebook Messenger, especialmente quanto à identificação de tentativas de golpe envolvendo propostas de emprego ou auxílios não solicitados.
Maior parte das vítimas está entre idosos
Segundo comunicados recentes durante o Mês de Conscientização em Cibersegurança, a população idosa é a mais vulnerável e a que mais sofre consequências desse tipo de fraude virtual. Isso ocorre porque, muitas vezes, esse público tem maior dificuldade para identificar métodos sofisticados de engenharia social usados pelos golpistas.
Como se proteger desse tipo de golpe?
- Jamais compartilhe a tela do celular com pessoas desconhecidas por WhatsApp ou Facebook Messenger.
- Desconfie sempre de mensagens e chamadas não solicitadas, mesmo que utilizem logotipos oficiais de empresas.
- Procure suporte apenas pelos canais oficiais mencionados nos sites das empresas.
- Ao receber um pedido estranho, questione e confirme com alguém de confiança antes de qualquer ação.
- Ative a verificação em duas etapas e evite mostrar códigos ou senhas enquanto compartilha a tela.
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