Esta moeda rara já vale R$ 18 mil se for encontrada com este erro

Saiba como identificar um pequeno erro em uma letra, que faz com que a moeda possa ser vendida a nada menos do que R$ 18 mil

Imagine que você é responsável pela criação de uma moeda comemorativa no Brasil. Não estamos falando de qualquer peça, mas aquela que vai comemorar o aniversário de 100 anos da Independência do país. Agora imagine que na hora de desenhar, você erra justamente o desenho da palavra Brasil, e escreve BBASIL.

Acredite, o fato acima realmente aconteceu com o artista Augusto Giorgio Girardet. Ele era o responsável por aplicar a gravura na moeda de 500 réis do ano de 1922, ou seja, a peça que comemorava os 100 anos da Independência do Brasil. Mas o fato é que ele acabou escrevendo BBASIL em boa parte das peças.

Segundo relatos de historiadores, Girardet foi demitido da Casa da Moeda logo depois deste erro. Em sua defesa, ele argumentou que as condições de trabalho no local não eram das melhores. Mas com demissão ou não, o fato é que as moedas de 500 réis de 1922 foram postas em circulação, e agora elas valem muito dinheiro.

Identificando a moeda

Para deixar você mais familiarizado com a moeda em questão, separamos abaixo as principais características da peça, de acordo com informações disponibilizadas pelo Banco Central (BC).

  • Plano Monetário: Padrão Réis (1922 – 1942);
  • Período: República Velha;
  • Casa da Moeda: Rio de Janeiro;
  • Diâmetro: 22.5mm;
  • Peso: 4gr;
  • Metal: Bronze-Alumínio;
  • Borda: Serrilhada;
  • Reverso: Moeda;
  • Comemorativa: 100 Anos da Independência do Brasil 1822 – 1922;
  • Moeda Desmonetizada;
  • Desenho do Anverso: Dístico ‘ACCLAM. DA INDEPENDÊNCIA * * PRESID. DA REPÚBLICA – BRASIL e os bustos de Dom Pedro I e do Presidente Epitácio Pessoa, voltados para à esquerda;
  • Desenho do Reverso: Dístico ‘7 DE SETEMBRO, 1º CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA’. Tocha com dois ramos, um com coroa e outra com barrete frígio da liberdade, o valor de face e as datas 1822 e 1922.
Esta moeda rara já vale R$ 18 mil se for encontrada com este erro
Este é um exemplo de uma moeda de 500 réis do ano de 1922. Imagem: Reprodução

Quanto vale a moeda

Mesmo que você encontre a moeda de 500 réis do ano de 1922 sem nenhum tipo de erro, é possível que você consiga muito dinheiro com este exemplar. Veja abaixo os valores atualizados da peça considerando os catálogos mais atualizados da numismática:

MBC SOBERBA FLOR DE CUNHO
R$ 10,00 R$ 70,00 R$ 350,00

Caso você encontre a peça de 500 réis do ano de 1922 certificada, mesmo sem defeitos, ela pode ser vendida em 2023 por nada menos do que R$ 1,5 mil.

Mas não parou por aí. Se você encontrar esta mesma peça em situação de reverso invertido, os valores são diferentes. Veja abaixo:

MBC SOBERBA FLOR DE CUNHO
R$360,00 R$ 850,00 R$ 2.100

O Brasil adota um sistema de padrão reverso moeda, ou seja, eixo horizontal (EH). As moedas que fogem deste padrão exigido são conhecidas como reverso invertido, e são consideradas muito raras. 

Basicamente, as moedas com reverso invertido são aquelas que possuem o reverso com alinhamento contrário ou invertido ao alinhamento original. Na prática, para saber se uma moeda tem este defeito, basta segurar a peça com a face em posição normal virada para você. Logo depois, basta girar de baixo para cima. 

Se o outro lado estiver de cabeça para baixo, estamos falando de uma moeda com reverso invertido, ou seja, uma peça valiosa. Vale frisar que qualquer item pode ser reverso invertido. Até mesmo centavos podem ter este tipo de defeito. Em todos os casos, a peça poderá valer mais.

A moeda com o erro BBASIL

Mas afinal de contas, quanto vale a moeda de 500 réis do ano de 1922 com o famigerado erro BBASIL? De acordo com informações mais recentes da numismática, estes são os valores cobrados atualmente:

MBC SOBERBA FLOR DE CUNHO
R$ 900,00 R$ 2,000 R$ 6.000

Caso você tenha uma moeda de 500 réis do ano de 1922 em condição certificada, saiba que ela pode ser vendida a nada menos do que R$ 18 mil.

“Mas definir valor comercial à essas moedas é algo relativamente complicado, principalmente porque, como foram produzidas como erros durante o processo de cunhagem, não há registros da quantidade de moedas emitidas”, diz o especialista Plínio Pierry. 

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