A Inteligência Artificial deixou de ser coisa de filme de ficção e virou um dos motores mais poderosos do mercado de trabalho brasileiro. Em meio à transformação digital acelerada, uma profissão desponta como a que mais cresce no país: o Engenheiro de IA.
Com salários elevados, alta demanda e atuação em diversos setores, esse profissionais se tornaram essenciais para a inovação. Mas afinal, o que faz um engenheiro de Inteligência Artificial e quanto ele pode ganhar no Brasil? Continue lendo e confira todas as informações.
O que faz um engenheiro de IA?
Apesar da imagem popular, esse especialista não atua só programando algoritmos. Segundo Daniel Lázaro, líder de dados e IA da Accenture para América Latina, a função moderna é estratégica: ela transforma problemas reais, especialmente os ainda mal definidos, em sistemas de IA escaláveis e aplicáveis ao ambiente de negócio.
A atuação não se limita a laboratórios ou times de TI. O engenheiro de IA participa do desenho de soluções “in loco”, entende profundamente o setor do cliente e domina tanto as tecnologias recentes (como LLMs e Agentic AI) quanto as necessidades reais do negócio onde atua.
Principais funções desse profissional
- Orquestração de agentes: Organiza sistemas com múltiplos agentes autônomos para executar tarefas de alta complexidade.
- Engenharia de valor: Identifica a dor do setor (de mineração ao varejo) e propõe soluções práticas com IA.
- Gestão do “digital core”: Garante infraestrutura de dados na nuvem apta para IA generativa, com foco em segurança e ética.
Por que a profissão está tão em alta no Brasil?
Relatório do LinkedIn de janeiro mostra que o engenheiro de IA lidera o ranking das ocupações com maior crescimento no país, bastante influenciado pela aceleração da IA generativa. O curioso é o descompasso: a demanda por especialistas supera, e muito, a oferta de profissionais prontos.
Falhas na formação acadêmica tradicional, associadas à urgência de atualização constante, fazem desse cargo um dos mais disputados para quem busca bons salários e estabilidade, mesmo em tempos de incerteza econômica.
Salário do engenheiro de IA em 2026: quanto ganha e o que esperar
Os ganhos não passam despercebidos. Segundo o Guia Salarial Robert Half de 2026, salários vão de R$ 19.500 a R$ 27.100, superando a média de outras áreas de tecnologia. E há tendência de crescimento, desde que o profissional mantenha a capacitação alinhada ao ritmo do setor.
Além do valor mensal, a posição garante flexibilidade: 63,55% das vagas disponíveis têm regime remoto e outros 13,55%, híbrido. A valorização se explica ainda pela escassez de talentos preparados para lidar com os desafios técnicos e éticos que a IA demanda.
Ascensão na carreira: até onde chega quem começa como engenheiro de IA?

O teto salarial e de posição deixou de ser técnico e passou a ser de negócio. Quem une experiência técnica (modelos, frameworks e integração do ecossistema de IA) com capacidade de transformar resultados empresariais chega a cargos como Chief AI Officer (CAIO) e líder de data & AI. A chave está em agregar valor estratégico às decisões corporativas.
Perfil e formação
O mercado procura um “Polímata Digital”: alguém que una domínio técnico a pensamento crítico, agilidade de aprendizado e boa comunicação. O domínio de Python, frameworks como PyTorch/TensorFlow, engenharia de prompts e arquitetura de LLMs são essenciais. Soft skills, como empatia, comunicação clara e resiliência, completam o perfil desejado.
A formação em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é padrão, normalmente em ciência da computação, estatística, física ou matemática. Porém, só o diploma inicial não basta — cursos de atualização em plataformas e experiência prática em outros mercados (economia, saúde, direito) viraram diferenciais importantes.
Desigualdade e tendências de contratação em IA
O campo ainda enfrenta forte desequilíbrio de gênero: apenas 10,58% das novas vagas para engenheiro de IA em 2025 foram ocupadas por mulheres, segundo o LinkedIn. O número revela a urgência de políticas de inclusão para diversificar as equipes e trazer novos olhares ao desenvolvimento de IA.
Principais cursos para quem quer seguir carreira em IA
- Generative AI Nanodegree: foco em LLMs, engenharia de prompts e soluções RAG.
- AI Product Manager: ideal para traduzir oportunidades de negócio em especificações técnicas.
- AI Programming with Python: domínio básico e avançado da linguagem central da área.
- Machine Learning DevOps Engineer: práticas para escalar modelos em produção.
- Data Engineering with AWS ou Microsoft Azure: para estruturar pipelines e gerenciar dados em nuvem.
- Deep Learning Nanodegree: mergulho em redes neurais e arquitetura de IA complexa.
- Natural Language Processing: para aplicações em assistentes virtuais e análise de sentimentos.
- Computer Vision e Self-Driving Car Engineer: especializações para IA aplicada em varejo, saúde ou robótica.
- AI for Trading: integração entre algoritmos quantitativos e o mercado financeiro.
Como migrar de outras áreas para engenharia de IA?
Experiências anteriores são ativos valiosos. Quem domina um setor pode agregar IA para definir soluções inovadoras na própria área, seja para detecção de fraudes em fintechs, personalização em marketing, análise contratual no direito, logística, saúde, recursos humanos ou design.
Vale começar pelos fundamentos: lógica, bases de dados, matemática e programação. Depois, especialize os aprendizados usando IA para resolver desafios do seu segmento original.
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