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E-commerce tem aumento de 83,7% em fraudes.

Uma reportagem da CNN utilizou os dados obtidos pela ClearSale e concluiu que houve uma alta de 83,7% no número de fraudes no e-commerce no primeiro trimestre do ano de 2021. Essa comparação foi feita com o primeiro trimestre de 2021. Informações divulgadas nesta quinta-feira (8).

A responsável pelos dados é a ClearSale, empresa especializada no segmento que propõe soluções antifraude e score de cartão de crédito. Ela analisa transações em mais de 150 países diferentes.

Além disso, os dados mostraram que foram 600 mil tentativas de fraudes em e-commerce que poderiam ter sido concluídas, totalizando cerca de R$ 679,2 milhões. Só para ter uma ideia, esse número representa um crescimento de 105,7% em relação ao ano anterior, quando o valor foi de R$ 330 milhões.

Importante ressaltar que essa comparação é muito cabível, uma vez que no primeiro trimestre de 2020 o isolamento social era menor, quando comparado à hoje.

Fraudes evitadas no e-commerce

Com isso, além do fato da própria pandemia ter alavancado o e-commerce, fazendo com que as quantidades de fraudes aumentasse. O próprio valor no qual os golpistas praticam suas fraudes também começou a aumentar e os criminosos passaram a utilizar produtos mais caros para aplicar seus golpes dentro da internet, o que fez esse montante crescer consideravelmente.

No ano de 2021, o ticket médio dos produtos em que fraudes foram evitadas foi de R$ 1.130, valor que é 12% maior do que o obtido no ano de 2020, que era de R$ 1.009. Esses são números que mostram justamente esse aumento do valor dos golpes que seriam aplicados.

Já nos golpes aplicados de fato, esse número também aumentou. O ticket médio das compras em e-commerce que apresentaram golpes foi de R$ 527 em 2021. O que corresponde a um crescimento de 15,8% em relação a 2020, quando esse valor era R$ 455.

Itens que estão mais presentes nas fraudes

Em um comunicado enviado para a CNN Brasil. O diretor de Marketing e Soluções da ClearSale, Omar Jarouche, afirmou que “O interesse dos fraudadores é revender os produtos para transformá-los em dinheiro”.

Os dados apontam ainda que o produto que mais faz parte das fraudes em e-commerces são através dos smartphones. Esse produto, sozinho, representa 8,63% do total de itens utilizados pelos criminosos para tentar obter de forma ilegal. O segundo colocado no ranking é o ar-condicionado, que é 6,31%, enquanto o terceiro são os eletrônicos, que é de 5,48%. Bebidas ficam em quarto lugar com 5,27% e em quinto os alimentos, com 3,79%.

Importante lembrar que em um relatório publicado pela ClearSale em fevereiro, apontou-se que a quantidade de tentativas de fraudes no e-commerce aumentou 53,61% no ano de 2021, em relação ao ano de 2019. Além disso, o número de pedidos realizados em e-commerces cresceu 73,84% no mesmo período.

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