O mistério em torno dos descontos indevidos nas aposentadorias e pensões gerou dúvidas e apreensão entre beneficiários do INSS. Muitos sequer sabem que podem ter valores a receber, fruto de cobranças injustificadas que movimentaram bilhões nos últimos anos.
Enquanto isso, uma enorme quantidade de aposentados e pensionistas já está recuperando o que foi descontado sem permissão, graças a um acordo de ressarcimento criado após investigações federais.
Descubra como funciona esse processo, quem pode aderir ao acordo e por que, mesmo agora, ainda há tempo de garantir a devolução.
O episódio dos descontos não autorizados ganhou força a partir de diversas denúncias envolvendo sindicatos e associações, que descontavam mensalidades diretamente dos benefícios. De 2019 até 2024, calcula-se que mais de R$ 6,3 bilhões foram abatidos das aposentadorias sem o consentimento dos beneficiários. Isso levou à Operação Sem Desconto, desenvolvida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que revelou a extensão e a gravidade da fraude.
Com a apuração, o Governo Federal reagiu imediatamente, lançando um acordo para devolução dos valores. Para isso, liberou R$ 3,3 bilhões ao Ministério da Previdência Social, de modo a garantir ressarcimento rápido. As devoluções começaram oficialmente em 24 de julho deste ano.
Podem usufruir do acordo de ressarcimento os aposentados, pensionistas e herdeiros de segurados que sofreram descontos associativos entre março de 2020 e março de 2025. Incluem-se nessa lista:
Com 6,2 milhões de pedidos já realizados, cerca de 4,1 milhões foram atendidos, devolvendo um total impressionante de R$ 2,8 bilhões até agora. Esses números mostram o alcance e a relevância da medida.
A adesão pode ser realizada pelo aplicativo Meu INSS, usando CPF e senha, ou presencialmente nas agências dos Correios — ambas de forma gratuita. No aplicativo, basta acessar “Consultar Pedidos”, cumprir exigências e declarar interesse na devolução.
Importante: o procedimento não pode ser feito pela Central 135.
O prazo para contestar e aderir ao acordo foi estendido até 14 de fevereiro de 2026. Essa extensão garante que mais pessoas tomem ciência do benefício e possam recuperar valores descontados de modo injusto. Mesmo beneficiários com processos judiciais têm oportunidade, desde que formalizem a desistência da ação antes de aderir.
No caso de ações individuais propostas antes de 23 de abril de 2025, o INSS arcará com 5% de honorários advocatícios.
É necessário redobrar o cuidado para não cair em golpes durante o processo. O INSS não solicita informações pessoais via links, SMS ou aplicativos de terceiros. Não há cobrança de taxas ou necessidade de intermediários para aderir ao acordo. Todos os procedimentos ocorrem em canais oficiais: pelo app Meu INSS, site do governo, Central 135 e Correios.
Desconfie de mensagens suspeitas e não compartilhe dados fora das plataformas reconhecidas. A segurança dos dados pessoais é uma prioridade, e qualquer abordagem irregular pode indicar tentativa de fraude.
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Assista ao vídeo abaixo e saiba como funciona o processo para obter o seu dinheiro de volta: