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Cartão de crédito: saiba quem paga a dívida de morto

Publicado por
Lucy Tamborino

Você já deve ter se perguntando alguma vez se as dívidas do morto ficam de herança para família também, certo? Ou pelo menos ficou curioso quando leu o título. Saiba que a família não fica devendo para o banco, tendo que arcar com dívidas, como o cartão de crédito, mas que pode receber uma herança menor.

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Um familiar está em fase terminal, mas continua usando seu cartão de crédito e morre sem pagá-lo, os valores caberiam então a família? Será mesmo que a família deveria então já começar a se programar para pagar os possíveis valores?

Não é bem assim. A dívida não deixa de existir, mesmo que a pessoa tenha morrido, porém, só poderá ser descontada da herança, caso exista alguma. Se não houver herança, a dívida não precisa ser paga pelos familiares, se houver, será descontada.

Mesmo assim, duas heranças não poderão ser usadas para este fim o dinheiro de FGTS e de previdência privada.

Entenda o que diz o especialista: “Os herdeiros devem receber o que a gente chama de herança líquida, que é a soma dos bens, descontadas as eventuais dívidas. Se alguém deixou um patrimônio de R$ 1 milhão e deve R$ 200 mil, os herdeiros vão ficaram com R$ 800 mil”, explicou para o portal UOL o advogado Luiz Kignel, do escritório PLKC Advogados.

Posso continuar a utilizar o cartão de crédito do familiar falecido?

A resposta é não, já que a prática pode configurar estelionato – que é crime e pode levar a prisão. Se uma pessoa morreu, a lei não permite que o cartão de crédito continue a ser utilizado normalmente por outras pessoas.

Mesmo com autorização previa, no caso de óbito do familiar o cartão de crédito não deve ser usado é o que explicou ao Uol, Vivianne Ferreira, advogada e professora de direito de família e sucessões na FGV Direito SP. “Ainda que se autorize, eventualmente e de forma contrária ao que prevê o contrato com a operadora de cartão, a utilização do cartão, essa autorização só seria possível em vida e num contexto muito limitado. Com a morte, cessa qualquer poder de representação ou autorização para agir e utilizar o cartão”, apontou.

E continuou: Esse tipo de autorização ou procuração perde a validade com a morte. Se o filho usar o cartão depois da morte, aí a situação é mais clara de uso indevido e criminoso.”, finalizou.