O Governo Federal ainda não bateu o martelo, mas está em discussão a possibilidade de perdoar as dívidas dos usuários que solicitaram o consignado do programa Auxílio Brasil. Uma decisão sobre o tema deverá passar pela Caixa Econômica Federal, já que a instituição teria que arcar com os custos do suposto perdão.
Pelas regras do consignado do Auxílio Brasil, o cidadão que faz parte do projeto precisa solicitar o crédito junto a uma instituição financeira. Com o dinheiro em mãos, ele precisa começar a quitar a dívida na forma de descontos mensais nas parcela do benefício. Caso ele seja excluído do programa, passa a ter que pagar a dívida com o saldo do próprio bolso.
Membros do novo governo já estão iniciando o processo de pente-fino nos cadastros do Cadúnico para entender quem realmente precisa do saldo do Bolsa Família. Em caso de inconsistências nos dados, o indivíduo será excluído do programa. Logo, se ele estiver dentro do consignado, precisará bancar o saldo com o dinheiro do próprio bolso.
É neste contexto que membros do novo governo avaliam a possibilidade de perdoar as dívidas do consignado ao menos para este público que será excluído. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o Secretário Nacional do Tesouro, Rogério Ceron confirmou a ideia de que a Caixa Econômica Federal seria a responsável por arcar com os custos.
“Tem uma discussão com a própria instituição financeira, que arcou com essa política”, diz. “Isso é o que acontece numa transação financeira normal”, completou Ceron. Hoje, a Caixa Econômica Federal ainda é comandada por Daniella Marques, uma das principais aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



