O Brasil será o primeiro país da América Latina a implantar a tecnologia 5G SA (Standalone), conhecida como 5G puro. A afirmação é do Ministério das Comunicações (MCom), que aponta que outros países da região ainda não iniciaram o processo de implantação da infraestrutura de rede.
O 5G standalone é uma configuração da infraestrutura da rede (composta por softwares e equipamentos de telecomunicações) que permite extrair as verdadeiras vantagens do 5G, que são a baixa latência e o alcance.
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A maior parte das implementações do 5G mundo afora foram realizadas com a tecnologia non-standalone (NSA), que traz apenas mais velocidade de banda. Ao contrário do SA, essa utiliza configurações de rede integrada às infraestruturas do 4G. As primeiras redes brasileiras 5G inauguradas no Brasil também foram NSA.
Com a adoção do padrão 5G SA, o Brasil aumenta a velocidade das taxas de transmissão, reduz o tempo de resposta da rede (baixa latência), possibilita milhões de dispositivos conectados em uma mesma área e diminui o consumo de energia dos aparelhos. Tais características abrem espaço para revoluções em diversos segmentos, como na saúde, educação, agropecuária, comércio, serviço ou indústria. Todas as cadeias produtivas irão passar por uma transformação, afirma o MCom.
A perspectiva é que, com o leilão de frequências do 5G realizado no início de novembro, as operadoras comecem a implementar suas redes já em standalone, já que essa foi uma das obrigações do edital.
Estima-se que até 2022 a nova tecnologia esteja disponível em todas as 27 capitais do país e, até o final deste ano, comece a funcionar em partes das cidades de São Paulo e Brasília. De acordo com o edital do leilão, o 5G deve estar disponibilizado em todo o território nacional até 2028.
O 5G na América Latina
Atualmente, o padrão 5G DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da sigla em inglês), que utiliza a tecnologia non-standalone está ativo e disponível em 15 países, inclusive no Brasil. O 5G DSS foi avalizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em meados de 2020, quando as operadoras começaram a comercializar a tecnologia com o nome genérico de 5G.
Entretanto, em toda a América Latina, apenas o Chile fez o leilão de faixas específicas para uso com o 5G SA. O processo chileno, mesmo iniciado antes do leilão brasileiro, ainda não foi concluído, porque o certame encontra-se em debate no Judiciário.



