Bolsa Família

Bolsa Família encerra o calendário do ano com pagamentos nesta semana — confira quem ainda pode receber R$ 1.000!

Em razão das festividades de fim de ano, o calendário de pagamentos deste mês foi antecipado

Publicado por
Quézia Andrade

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) encerra, nesta semana, o calendário de pagamentos do Bolsa Família de 2025. Com a antecipação das datas, milhões de famílias receberam os valores antes das festas de fim de ano.

Nesta etapa final, alguns beneficiários podem ter acesso a um valor maior, que pode chegar a até R$ 1.000, dependendo de alguns critérios para recebimento. Confira o calendário de pagamentos e entenda quais requisitos permitem receber o valor ampliado do programa.

Calendário do Bolsa Família de Dezembro 2025

Para garantir que os recursos cheguem às famílias antes do Natal, o cronograma de dezembro foi antecipado. Os pagamentos seguem sendo organizados de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

O último dia de pagamentos do Bolsa Família em 2025 será destinado aos beneficiários com NIS final 0 nesta terça-feira (23), encerrando o calendário anual de repasses do programa. Confira:

  • Final do NIS 1: 10/12
  • Final do NIS 2: 11/12
  • Final do NIS 3: 12/12
  • Final do NIS 4: 15/12
  • Final do NIS 5: 16/12
  • Final do NIS 6: 17/12
  • Final do NIS 7: 18/12
  • Final do NIS 8: 19/12
  • Final do NIS 9: 22/12
  • Final do NIS 0: 23/12

Quem pode ter direito a R$ 1.000?

Saiba quem tem direito a receber até R$ 1.000 pelo Bolsa Família.
Imagem: Notícias Concursos

O valor de R$ 1.000 não é uma parcela única, mas sim a soma da base com os benefícios complementares. O programa estabelece um piso de R$ 600 por família. A este valor, são somados os adicionais conforme a composição familiar, visando proteger especialmente a primeira infância e a juventude.

Para atingir o montante de R$ 1.000, uma família precisaria se enquadrar na seguinte configuração:

  • Valor Base: R$ 600
  • Benefício Primeira Infância: R$ 300 (correspondente a duas crianças de 0 a 6 anos, recebendo R$ 150 cada)
  • Benefício Variável Familiar: R$ 50 (para uma gestante no núcleo familiar)
  • Benefício Variável Familiar: R$ 50 (para um filho ou dependente entre 7 e 18 anos)

Soma total: R$ 600 + R$ 300 + R$ 50 + R$ 50 = R$ 1.000. Outros adicionais incluem o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 para mães com bebês de até seis meses.

Condições para a continuidade do recebimento

Para permanecer no Bolsa Família, as famílias devem cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação. Essas condicionalidades são mecanismos de acompanhamento que buscam garantir o acesso a direitos sociais básicos.

As principais exigências são:

  • Educação: Garantir a matrícula e a frequência escolar de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos.
  • Saúde: Realizar o acompanhamento pré-natal para gestantes, manter o calendário de vacinação atualizado para todos os membros da família e acompanhar o estado nutricional de crianças menores de 7 anos.

O não cumprimento desses requisitos pode levar a advertências, bloqueios e, em último caso, ao cancelamento do benefício.

Quem pode se inscrever e como fazer?

O critério principal para ser elegível ao programa do Bolsa Família é a renda. A regra estabelece que a renda mensal por pessoa da família não pode ultrapassar R$ 218. Para calcular, basta somar todos os rendimentos da casa e dividir pelo número de moradores. Se o resultado for inferior a esse teto, a família pode se candidatar.

O primeiro passo é a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O cadastro é feito em um posto de atendimento na cidade do interessado, como um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). É importante ressaltar que a inscrição no CadÚnico é um pré-requisito, mas não resulta na aprovação imediata para o benefício, pois o MDS realiza uma análise mensal para incluir novas famílias.

Formas de saque e utilização do benefício

A gestão do benefício é facilitada pelo aplicativo Caixa Tem. Por meio dele, é possível pagar contas, fazer transferências via Pix e usar o cartão de débito virtual para compras online. Não é necessário ir a uma agência para movimentar os valores.

Para quem prefere o saque em espécie, as opções continuam disponíveis. Os beneficiários podem retirar o dinheiro em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou diretamente nas agências da Caixa, utilizando o cartão do programa.

Para mais informações sobre o Bolsa Família, veja no portal do Notícias Concursos.

Perguntas frequentes

1. Se minha renda aumentar um pouco, perco o benefício imediatamente?

Não. Existe a Regra de Proteção. Se a renda por pessoa da família subir para até meio salário mínimo, o beneficiário pode permanecer no programa por até dois anos, recebendo 50% do valor do benefício.

2. O que acontece se eu não atualizar meu Cadastro Único?

A falta de atualização de dados cadastrais por mais de dois anos pode levar ao bloqueio e posterior cancelamento do benefício. A atualização é obrigatória.

3. Posso receber o benefício se morar sozinho?

Sim, desde que a pessoa atenda aos critérios de renda estabelecidos pelo programa, famílias unipessoais também são elegíveis.

4. Como sei se fui aprovado para receber o benefício?

A consulta pode ser feita pelos aplicativos do programa, pelo Caixa Tem ou ligando para a Central de Atendimento da Caixa (111) ou do MDS (121).