O Benefício de Prestação Continuada (BPC) gera uma das maiores dúvidas entre idosos, pessoas com deficiência e suas famílias: a possibilidade do pagamento do 13º salário. Em todos os anos, milhares de beneficiários aguardam informações sobre novidades e mudanças, especialmente em 2026, quando o tema voltou ao debate nacional.
Para quem recebe o benefício ou conhece alguém que depende do valor mensal, a informação correta pode fazer diferença na organização do orçamento familiar.
A seguir, entenda o que dizem os projetos de lei mais recentes, conheça direitos garantidos e saiba o que esperar deste possível 13° salário para o BPC. Veja informações detalhadas e atualizadas para não restar dúvidas.
O BPC, sigla para Benefício de Prestação Continuada, é um benefício previsto na Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). O pagamento é feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e busca garantir uma renda mensal no valor do salário mínimo atual para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Os principais beneficiários são: idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial) de qualquer idade. O objetivo é prover sustento básico àqueles que comprovam não conseguir manter a si ou suas famílias, sem necessidade de contribuição prévia à Previdência Social.
A dúvida é frequente e exige atenção ao tipo de benefício: o BPC/LOAS é classificado como benefício assistencial, e não previdenciário. Por essa razão, atualmente não há inclusão do pagamento do 13º salário para os seus beneficiários. O valor anual é composto por 12 parcelas equivalentes ao salário mínimo.
No entanto, o tema não está parado. Existem iniciativas no Congresso Nacional, como o PL 4439/2020 e o PL 2348/2022, que propõem a criação do 13º salário para quem recebe BPC. Até o momento, a proposta permanece em análise, aguardando decisão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF). Portanto, não há aprovação ou previsão oficial de pagamento do décimo terceiro para o BPC neste momento.
Apesar da expectativa, é importante reforçar: até agora, nenhuma lei foi sancionada garantindo o décimo terceiro para quem recebe BPC/LOAS. O projeto mais recente referente ao tema foi atualizado em 29 de abril de 2024, com encaminhamento para análise na CPASF.
A tramitação congressual segue em curso, sem uma definição concreta sobre data ou forma de pagamento. Até a emissão do parecer, os beneficiários continuam a receber apenas o valor mensal tradicional, sem direito ao adicional natalino.
A gratificação natalina é um direito assegurado para alguns benefícios previdenciários, como:
Os pagamentos costumam ser distribuídos em duas parcelas, geralmente entre agosto/setembro e novembro/dezembro, podendo ser antecipados conforme decisão do governo. O valor é proporcional e segue o cronograma oficial da Previdência.
Não é possível transformar diretamente o BPC em aposentadoria, pois são benefícios distintos. O BPC não exige contribuição prévia, enquanto a aposentadoria requer tempo de contribuição à Previdência.
Se o beneficiário começar a contribuir, como segurado facultativo ou trabalhador formal, poderá alcançar futura aposentadoria. Nesse caso, será preciso optar por um dos dois benefícios, já que não existe acúmulo entre BPC e aposentadoria.
Para saber o valor ou verificar detalhes do BPC, siga as orientações:
Se preferir, ligue para a Central do INSS pelo telefone 135. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). Tenha em mãos o CPF, data de nascimento e NIS.
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Assista ao vídeo e confira o que fazer para não perder o seu BPC: