Foi publicado nesta terça-feira (17) o edital oficial da Prova Nacional Docente (PND), no Diário Oficial da União (DOU). A avaliação faz parte do CNU dos Professores, iniciativa do Governo Federal que propõe uma prova padronizada para selecionar profissionais da educação em todo o Brasil.
Embora o nome remeta a concursos, o CNU dos professores não é um concurso público. Trata-se de uma prova nacional que poderá ser adotada por estados e municípios para seus processos seletivos ou concursos públicos, seja como etapa única, seja combinada com provas práticas e de títulos.
Explicando o que é a PND
Trata-se de uma avaliação aplicada nacionalmente, que pode ser usada por redes públicas como parte ou totalidade de concursos para professores.
A adesão ao modelo é opcional para estados e municípios. Os entes que aderirem deverão lançar seus editais próprios com base na nota da PND.
Como me inscrever?
As inscrições para a PND ocorrem entre 14 e 25 de julho, por meio do portal oficial. A taxa é de R$ 85, com possibilidade de isenção para:
- Estudantes habilitados inscritos no Enade das Licenciaturas;
- Pessoas inscritas no Cadúnico e em situação de vulnerabilidade;
- Doadores de medula óssea.
O período para solicitar a isenção será de 30 de junho a 4 de julho.
Quem pode se inscrever?
De acordo com as informações divulgadas no edital, o processo de inscrição estará aberto apenas para o seguintes grupos:
- Estudantes concluintes de licenciatura inscritos no Enade;
- Outros interessados que desejem disputar concursos que adotem a PND como critério.
É muito importante destacar, no entanto, que a participação na PND não substitui a inscrição nos concursos públicos, ela é apenas uma etapa adicional ou base para futuras seleções.

Como será a prova?
A PND será aplicada no dia 26 de outubro, no turno da tarde (13h30 às 19h). Ela contará com duas partes. A primeira é a formação geral docente, que vai contar com:
- 30 questões de múltipla escolha;
- 1 questão discursiva sobre situações-problema.
Já a segunda parte vai contar com a avaliação de conhecimentos específicos. Estamos falando de:
- 50 questões de múltipla escolha, conforme a área de licenciatura.
As matrizes de referência estão detalhadas em portarias específicas por área (como Artes Visuais, Biologia, História, Matemática, Pedagogia, entre outras).
A lista definitiva de estados e municípios ainda será divulgada, mas o Inep já sinalizou que 17 estados e mais de mil municípios aderiram à proposta.
Entre os estados que já confirmaram adesão estão São Paulo, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.
Em resumo, os próximos passos são os seguintes:
- Candidatos devem se inscrever no portal da PND;
- Estados e municípios devem lançar seus editais com base na PND;
- Esperar pela aplicação da prova em outubro.
E o CNU tradicional?
O Concurso Nacional Unificado (CNU), popularmente conhecido como Enem dos Concursos, retorna para uma nova edição em 2025 com uma série de mudanças em relação ao exame aplicado em 2024.
Entre as alterações que chamam mais atenção está a introdução de uma bonificação para mulheres nas fases iniciais da seleção e o fim do sistema de “bolinhas” no preenchimento dos cartões de resposta.
De acordo com o governo federal, o objetivo é corrigir distorções e aprimorar a experiência dos candidatos.
Outra novidade é a unificação do edital. Diferentemente da primeira edição, em que os blocos temáticos foram divulgados separadamente, a segunda edição do CNU trará um único edital contemplando todos os blocos, com oito documentos distintos.
A ministra da Gestão indicou que a ideia é manter as provas em agosto, por ser um período de menos chuvas no Brasil, reduzindo riscos logísticos.
















