O 7 de setembro é lembrado como o Dia da Independência do Brasil, mas poucos conhecem os bastidores desse momento histórico. Além das cenas clássicas retratadas nos livros escolares, há curiosidades e acontecimentos inusitados que marcaram o famoso Grito do Ipiranga.
Se você pensa que já conhece tudo sobre o feriado, é hora de se surpreender: por trás da Independência existem fatos curiosos, personagens improváveis e momentos bem diferentes do que muitos imaginam. Descubra agora sete curiosidades que vão fazer você enxergar o 7 de setembro de outra forma.
1. Distúrbios intestinais de Dom Pedro I marcaram o Grito do Ipiranga
Pouca gente imagina, mas o tradicional Grito da independência foi dado em um cenário nada heróico: Dom Pedro I estava com fortes crises de disenteria enquanto viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro.
As paradas eram frequentes nas margens do rio Ipiranga por causa do desconforto, e foi justamente em meio a uma dessas pausas que o império brasileiro nasceu.
A cena épica muito celebrada acabou acontecendo num dos momentos mais desconfortáveis do futuro imperador.
2. D. Pedro I demorou para ser oficialmente imperador
Após a Proclamação da Independência, Dom Pedro I não se tornou imperador de imediato. Somente no dia 1º de dezembro de 1822 ocorreu a cerimônia de coroação e sagração, quase três meses após o 7 de setembro.
Até então, ele era apenas o “príncipe regente”. Seu reinado, aliás, foi marcado tanto pelo autoritarismo quanto pelo famoso romance com Domitila de Castro.
3. Leopoldina da Áustria assinou o documento da independência
Muitos acreditam que Dom Pedro I foi quem oficializou a emancipação, mas quem assinou o documento de proclamação foi Leopoldina da Áustria, esposa de D. Pedro. Ela atuava como princesa regente na ausência do marido e decidiu pela ruptura com Portugal no dia 2 de setembro de 1822.
A assinatura só chegou a Dom Pedro dias depois, o que eternizou o 7 de setembro no imaginário nacional, embora a decisão política já estivesse tomada anteriormente.
4. Pintura do Grito do Ipiranga distorce a realidade dos fatos

Imagem: Agência Brasil
O quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, se tornou a imagem oficial do nascimento do Brasil independente. No entanto, trata-se de uma cena idealizada e repleta de elementos inspirados em obras europeias.
O artista optou por dar um tom de heroísmo ao acontecimento, distorcendo visualmente aquilo que realmente se passou às margens do riacho do Ipiranga. Portanto, as poses solenes, uniformes reluzentes e cavalos perfilados estão muito longe da bagunça e do improviso do evento real.
5. Brasil pagou caro para ser independente
Engana-se quem pensa que a independência foi resolvida só com discursos e bravura. Para que Portugal reconhecesse o novo país, o Brasil teve que pagar uma indenização de dois milhões de libras esterlinas.
O acordo foi selado em 29 de agosto de 1825, no Tratado de Paz e Aliança. Esse valor foi, inclusive, emprestado da Inglaterra, o que comprometeu a economia do império nos anos seguintes.
6. “Independência ou Morte”: origem incerta da frase
Nem mesmo o icônico lema “Independência ou Morte” está livre de questionamentos. Não há comprovação definitiva de que D. Pedro tenha pronunciado exatamente essas palavras.
Curiosamente, a expressão aparece em outros contextos históricos, como no hino da Romênia e em movimentos separatistas europeus. Alguns relatos sugerem que o brado pode ter acontecido em uma colina próxima ao riacho Ipiranga, não exatamente onde se convencionou divulgar.
7. Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o novo país
A Doutrina Monroe, adotada pelos Estados Unidos na época, defendia a soberania das nações do continente americano — e, claro, vinha acompanhada de interesses econômicos. Graças a isso, os americanos foram os primeiros a oficializarem o reconhecimento da independência do Brasil.
Além de fortalecer laços políticos, os Estados Unidos buscavam ampliar suas oportunidades comerciais e reduzir a influência inglesa no território recém liberto.
Curiosidades e aprendizados: o que muda ao descobrir os bastidores do 7 de setembro?
Conhecer as curiosidades históricas em torno da Independência do Brasil ajuda a entender que heróis, política e interesses se misturaram na construção da nação.
O 7 de setembro, longe de ser um episódio isolado, foi resultado de um processo repleto de imprevistos, influência feminina, negociações financeiras e até problemas de saúde. Difícil acreditar que um marco tão simbólico nasceu entre burocracias, desconfortos e estratégias de poder.
Ficou surpreso(a) com algum desses fatos? Qual dessas curiosidades você acha que mais merecia ter destaque nos livros didáticos? Se tiver mais dúvidas, continue explorando assuntos relacionados à cultura e história do Brasil na página inicial do Notícias Concursos.
Perguntas frequentes
- Quem governava o Brasil antes da independência? Antes de 1822, o Brasil era governado pelo príncipe regente Dom Pedro, sob domínio da Coroa Portuguesa.
- Por que o Brasil celebra a Independência em 7 de setembro? A data ficou marcada pelo recebimento das cartas de Portugal e o famoso Grito do Ipiranga, embora decisões políticas já fossem tomadas dias antes.
- O que aconteceu após o grito da independência? O anúncio foi seguido por uma longa negociação financeira e reconhecimento internacional, o que consolidou o novo país.
- Qual a participação de Leopoldina na independência? Ela assinou o documento que decretou a separação de Portugal como princesa regente.
- A frase “Independência ou Morte” foi comprovadamente dita por D. Pedro? Não há comprovação documental que comprove o uso exato da frase por Dom Pedro no momento do grito.














