Quem ganha até R$ 10 mil por mês pode estar prestes a respirar aliviado. Uma proposta em debate promete mudar as regras do Imposto de Renda, ampliando a faixa de isenção e colocando mais dinheiro no bolso de milhões de brasileiros. Mas o que exatamente diz esse projeto? Quem realmente será beneficiado, e quem fica de fora?
O suspense cresce entre trabalhadores e contribuintes diante das incertezas sobre como será feita a transição em relação às regras atuais e quais mudanças devem ser sentidas no dia a dia. A seguir, confira os principais pontos da proposta, quem pode ganhar com a mudança e quais impactos ela pode trazer para o seu orçamento.
O que prevê o novo projeto
O projeto, apresentado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), propõe alterar o regime de isenção do Imposto de Renda (IR), criando uma faixa exclusiva destinada a alguns profissionais com renda mensal de até R$ 10 mil. O texto da proposta estabelece que esse tratamento diferenciado será válido apenas para salários provenientes de uma atividade específica, a ser detalhada posteriormente. O objetivo alegado é tornar determinada profissão mais atraente e garantir maior sustentabilidade financeira para os que atuam nela.
Uma das inovações do projeto está relacionada à fonte de compensação fiscal: a renúncia arrecadatória seria suprida por novos tributos sobre apostas online, conhecidas popularmente como bets, evitando, segundo os autores, impacto direto nas contas públicas federais.
Atual situação do projeto
O Projeto de Lei 5143/2025 encontra-se em análise nas comissões temáticas do Senado Federal e deverá percorrer etapas que incluem apresentação de pareceres, debates e votações internas antes de seguir ao plenário. Se for aprovado pelos senadores, ainda precisará passar na Câmara dos Deputados e, por fim, receber sanção da Presidência da República para virar lei.
Os parlamentares favoráveis defendem urgência na tramitação, apontando benefícios sociais imediatos caso a regra comece a valer. Por outro lado, há solicitações de estudos mais detalhados sobre o impacto nas contas públicas e sobre a viabilidade de estender a isenção a outras categorias estratégicas.
Quem poderá ser beneficiado pela isenção?

O grupo impactado será formado por profissionais da docência, abrangendo:
- Pessoas que dão aulas na educação infantil, no ensino fundamental e no médio;
- Docentes do ensino superior, como os de universidades e centros tecnológicos;
- Trabalhadores da rede pública e também da rede privada, sem distinção de contrato;
- Indivíduos que recebem até R$ 10 mil mensais, contanto que o rendimento venha de atividades vinculadas ao magistério.
O requisito essencial é o exercício formal da docência. Assim que a lei entrar em vigor, o benefício se aplicaria automaticamente a quem atende esses pré-requisitos, sem a necessidade de envio adicional de documentos ou pedidos de confirmação.
Caso passe a valer, a concessão do benefício aconteceria de maneira automática, sem necessidade de solicitação formal, inscrição em cadastros ou participação em processos seletivos.
Impacto financeiro previsto
Atualmente, docentes que recebem entre R$ 7 mil e R$ 10 mil mensais encontram-se nas faixas mais elevadas do Imposto de Renda, sujeitos a uma alíquota máxima de 27,5%. Isso representa descontos mensais próximos ou superiores a R$ 1.000, conforme as deduções permitidas.
Com a isenção, essa quantia seria incorporada ao salário líquido do educador. Em um período de 12 meses, a economia pode ultrapassar R$ 12 mil, valor suficiente para investimentos profissionais, realização de cursos de pós-graduação, formação continuada ou reforço orçamentário para despesas familiares.
Objetivos da isenção
De acordo com a justificativa apresentada pelo autor do projeto no Senado, a criação dessa faixa diferenciada busca compensar desafios históricos da carreira docente no Brasil. Citam-se entraves como remuneração inferior à média de outras profissões com exigência de formação superior, carga horária elevada e necessidade de múltiplos vínculos empregatícios para complementar a renda.
O texto ressalta que a medida serve para:
- Aumentar a atratividade das carreiras ligadas ao ensino;
- Reduzir a rotatividade de profissionais nas redes públicas e privadas;
- Estimular a permanência de docentes especializados em sala de aula;
- Elevar o ganho líquido sem onerar diretamente os orçamentos estaduais ou municipais.
No contexto atual, há uma ausência de professores em disciplinas como matemática, física e química. Por isso, a proposta é vista como alternativa de política pública para responder a essas demandas emergenciais da educação nacional.
Isenção equivale a reajuste salarial?
A proposta de isenção não substitui políticas de reajuste ou planos estruturados de carreira, mas pode servir como mecanismo complementar de valorização dos profissionais do ensino. Ao amenizar o peso da carga tributária incidente sobre a folha, o Estado amplia o potencial de compra dos docentes sem pressionar diretamente o limite de gastos públicos.
Na prática, o efeito pode ser percebido como um “reajuste indireto”, principalmente em contextos onde salários estão estáveis há anos, tanto em redes privadas quanto no setor público.
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Assista ao vídeo abaixo e veja tudo sobre a isenção do IR atualmente:
















