Uma alteração está começando a impactar milhões de brasileiros que dependem de benefícios previdenciários. O INSS iniciou um processo de modernização cadastral que vai mudar a forma de comprovação de identidade para aposentados, pensionistas e outros segurados, usando o RG.
Mas afinal, quando essa medida vai, de fato, começar a valer? Como emitir o RG? Você já sabe como isso pode afetar o acesso ao pagamento dos benefícios? Continue lendo e descubra tudo o que precisa para não ser pego de surpresa e garantir seus direitos sem atrasos.
A exigência do novo RG, chamado oficialmente de Carteira de Identidade Nacional (CIN), está inserida em um novo modelo de integração entre as bases de dados do governo. O foco central é aumentar a segurança dos pagamentos, dificultando fraudes e unificando informações cadastrais. Atualmente, o INSS aceita diversos documentos para confirmação de identidade, o que abre margem para inconsistências e até pagamentos irregulares.
Com a CIN, dados biométricos, foto e CPF passam a compor uma identificação única para todos os cidadãos, facilitando a validação e atualização cadastral. Isso também torna processos como atendimento presencial, autenticação biométrica no aplicativo Meu INSS e cruzamento de dados muito mais ágeis e confiáveis.
Em fase de transição, o processo de exigência do novo RG já está sendo implantado por etapas. Desde novembro de 2025, quem realiza novos pedidos de benefícios já precisa apresentar algum tipo de biometria cadastrada. Essa verificação pode ser feita pela base da CNH, do título de eleitor ou pela própria CIN.
A partir de maio de 2026, todo cidadão que não tiver registro biométrico em nenhuma dessas bases será obrigado a emitir a nova identidade para dar andamento no processo de concessão de benefício.
No decorrer de 2027, essa obrigação passará a incluir também quem precisa atualizar dados ou renovar benefícios. Para estes casos, quem não possuir biometria será orientado pelo INSS a providenciar o documento.
Somente a partir de janeiro de 2028, a exigência será integral: apenas a Carteira de Identidade Nacional será aceita para identificação biométrica, tanto para novos pedidos quanto para manutenção de pagamentos já existentes.
A recomendação oficial do governo é de não deixar para a última hora. A antecipação pode minimizar o risco de bloqueios, atrasos ou suspensão temporária do benefício por falta de comprovação adequada. Entre os grupos que devem priorizar a emissão estão:
Especialistas ressaltam: não haverá corte em massa, mas o INSS comunicará individualmente cada segurado sobre a necessidade, conforme o cronograma e a análise de cada caso.
Nem todos precisarão imediatamente da nova CIN para obter ou manter benefícios. Há exceções para alguns grupos:
Além disso, há flexibilizações para benefícios como salário-maternidade, pensão por morte e benefício por incapacidade temporária, que terão prazos diferenciados para a exigência da biometria.
A primeira via do novo RG é gratuita. No geral, basta seguir estes passos:
Após o atendimento, acompanhe o status do pedido online e retire o documento quando pronto.
Em caso de bloqueio ou suspensão do benefício por pendência de identificação, o segurado pode regularizar a situação pelo Meu INSS (aplicativo ou site) ou pelo telefone 135. Depois da regularização, normalmente há o pagamento retroativo dos valores durante o período em análise.
A dica é manter sempre os dados cadastrais atualizados e consultar periodicamente a situação nos canais oficiais, reduzindo riscos e facilitando as soluções.
Ficar atento a esses detalhes pode evitar transtornos, principalmente para grupos mais vulneráveis que, ao terem benefícios suspensos, podem enfrentar dificuldades financeiras severas.
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Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e conferir todas as informações sobre os pagamentos do INSS em 2026: