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Economia: a alta da inflação segue disseminada entre vários componentes

Publicado por
Veronica Stivanim

Conforme divulgação oficial feita pelo Banco Central do Brasil (BCB) na data desta publicação, 14 de dezembro de 2021, a inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e tem se mostrado mais persistente que o antecipado, deixando incerto o cenário econômico nacional. 

Economia: a alta da inflação segue disseminada entre vários componentes

Conforme análise do Comitê de Política Monetária (Copom), a alta nos preços dos bens industriais ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada. 

As leituras recentes vieram acima do esperado e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como nos mais associados à inflação subjacente. Prospectivamente, a queda significativa dos preços internacionais de commodities energéticas, que têm exibido volatilidade substancial, limitou a revisão para cima das projeções de curto prazo, informa o Banco Central do Brasil (BCB).

As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023

As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 10,2%, 5,0% e 3,5%, respectivamente, reforça o Banco Central do Brasil (BCB).

Pesquisa Focus

Dessa forma, no cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de USD/BRL 5,65 2 , e evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC), as projeções de inflação do Comitê de Política Monetária (Copom) situam-se em torno de 10,2% para 2021, 4,7% para 2022 e 3,2% para 2023. 

Sendo assim, esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 9,25% a.a. neste ano e para 11,75% a.a. durante 2022, terminando o ano em 11,25% a.a., e reduz-se para 8,00% a.a. em 2023. 

As projeções para a inflação de preços administrados

Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 16,7% para 2021, 3,8% para 2022 e 5,2% para 2023. Adotam-se bandeira tarifária “escassez hídrica” em dezembro de 2021 e a hipótese de bandeira tarifária “vermelha patamar 2” em dezembro de 2022 e dezembro de 2023, informa o Banco Central do Brasil (BCB), reforçando apontamento feitos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reuniões anteriores.

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou essas informações nesta data (14 de dezembro de 2021), sendo possível que confira a divulgação na íntegra, através do site oficial da instituição.

É importante que o cidadão acompanhe as medidas oficiais do Banco Central do Brasil (BCB) para conter a inflação, visto que esse fator impacta na economia, e, por conseguinte, no consumo de produtos e serviços de forma direta.