Bateu aquela dúvida na hora de escrever sobre um gesto educado? Antes de decidir entre “cortesia” ou “cortezia”, saiba que até especialistas podem se confundir. Afinal, muita gente sente vontade de usar o “Z” por causa do som, mas é isso mesmo que a escrita pede?
A norma culta da Língua Portuguesa reconhece apenas uma grafia correta: “cortesia”, com S. A escrita “cortezia”, usando Z, representa um erro ortográfico.
Essa confusão existe porque a letra “S”, entre vogais, pode realmente ter som de “Z” em português — como ocorre em palavras comuns do cotidiano, por exemplo, “casório”, “náusea” e “furioso”. Muitas são as palavras que pegam estudantes desprevenidos exatamente pela sonoridade, mas apenas uma está correta na escrita — e provas como o Enem cobram esse tipo de atenção.
Entenda mais detalhes sobre essa diferença e evite cair nessa pegadinha. Praticar a identificação da grafia correta vai te ajudar a escrever melhor e garantir pontos nas redações de vestibulares.
De onde vem a palavra “cortesia”?
Você já se perguntou de onde vem “cortesia”? O segredo está na origem da palavra. O substantivo nasce do adjetivo “cortês” — ou seja, alguém educado, gentil, amável. Para formar o substantivo, soma-se o sufixo “-ia” ao adjetivo, criando “cortesia”.
Em português, esse é um padrão de formação de palavras: adjetivo + -ia forma um substantivo. É o mesmo raciocínio usado em “covarde” (covardia). O “S” presente em “cortês” permanece na mudança para o substantivo, não há substituição por “Z” nesse caso.
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Quando usar “cortesia” e o que significa?
“Cortesia” define a qualidade de alguém cortês, que age com educação, respeito e gentileza ao tratar outras pessoas. Também pode se referir a gestos de atenção ou brindes oferecidos gratuitamente, principalmente em ambientes de comércio ou atendimento.
- A cortesia do atendente chamou atenção dos clientes.
- Hotéis costumam oferecer bebidas como cortesia na chegada.
- Há expressões clássicas, como “cortesia da casa” e “cortesia de aniversário”.
Além de ser gesto, cortesia também é um valor social e um diferencial em ambientes profissionais e acadêmicos. Em situações de respeito ou como presente simbólico, a grafia correta segue sendo a mesma.
Exemplos práticos para memorizar
- “A cortesia é pensar o que dizes. Poupa muito tempo” (Lewis Carroll).
- “A cortesia é a companheira inseparável da virtude” (Thomas Fuller).
- “O convite para o evento veio como cortesia do organizador.”
Fique atento: em todas essas frases, a palavra aparece com “S”. Mesmo em contextos comerciais, acadêmicos ou informais, a escrita nunca usa “Z”. Isso ajuda a reforçar o padrão mental correto para não errar em redações formais e provas.
Como não errar mais: estratégias para lembrar a grafia

Imagem: Notícias Concursos
Em português, nem sempre existem truques infalíveis para distinguir S de Z em meio de palavra, mas, nesse caso, há uma dica prática: recorra à palavra de origem, “cortês”. Se o adjetivo é com S, o substantivo também será.
- Analise a palavra de origem: “cortês”.
- Forme: “cortesia”, mantendo o S.
- Lembre que “cortezia” não existe nos dicionários ou provas.
Ao revisar seus textos, faça a verificação automática ou manual do termo, em especial se estiver praticando para provas como Enem, vestibulares ou redações. Corrija palavras semelhantes com S ou Z, e consulte um bom dicionário quando surgir alguma dúvida.
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Por que essa dúvida ainda aparece?
Muitos estudantes escutam “cortesia” com som de Z e acreditam que a letra correta é Z. Lembre que os sons nem sempre acompanham as regras escritas do português.
O melhor conselho é praticar o uso correto em frases reais e checar fontes confiáveis antes de entregar textos acadêmicos. Não confie apenas em “só ouvir” — a escrita padrão é sempre “cortesia”.
Coloque o conhecimento em prática
Lembre que errar a grafia pode custar pontos importantes na redação. Acrescente atenção ao revisar textos, procure sempre vincular a forma correta ao significado e à origem. Dê preferência à prática, anotando frases com a palavra certa, e evite confiar só na pronúncia.
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