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Concurso PM-GO 2016 deve continuar com requisito de nível superior!

No final da tarde de ontem, 08 de março de 2016, estiveram reunidos na sala do Conselho Superior da Polícia Civil, o Diretor Geral da Polícia Civil Álvaro Cássio, o Delegado Geral Adjunto Marcelo Ayres, o Presidente do SINPOL-GO Paulo Sérgio, os diretores do sindicato Bruno Garajau e Keithe Amorim e o Presidente da UGOPOCI Ademar Luiz de Oliveira, onde se procurou discutir a questão relativa a realização de concurso público anunciado pelo governo de Goiás, para preenchimento de vagas destinadas à Polícia Civil.

 Os representantes da Diretoria Geral da Polícia Civil foram categóricos em dizer que o Secretário de Segurança Pública, José Eliton, mantém sua decisão quanto à realização de concurso para uma 4ª Classe do cargo de Agente de Polícia, a qual deverá ser criada por meio de lei.

Os representantes classistas foram informados ainda quanto aos avanços obtidos na data de ontem, pela Polícia Militar, no que se refere à aceitação por parte do SSP quanto à manutenção do nível superior no certame, bem como a redução do interstício de 5 para 3 anos de estágio probatório.

O SINPOL e a UGOPOCI postularão junto ao Secretário a ideia de um cargo técnico administrativo, com atribuições previamente definidas, a fim de que não se invada a esfera policial. Contudo, há informações de que o Secretário José Eliton não aceitará tal postulação. O SINPOL e a UGOPOCI devem agendar pauta com o Secretário de Segurança Pública visando em definitivo sanar a discussão sobre o assunto.

Caso contrário, será convocado uma Assembleia Geral da categoria, em data a ser definida, a fim de definir os rumos a serem seguidos pelas entidades e seus representados, caso seja por meio da imposição a forma como se dará o concurso público que visa ofertar 500 vagas a cargo ainda inexistente na instituição.

 Segundo a diretoria da Polícia Civil, o secretário está pronto a receber sugestões tanto do sindicato quanto da associação. Restou, levantada pela própria Diretoria, quanto à oportunidade de se conseguir que no mesmo projeto de lei que estabelecerá a figura da quarta classe, fazer-se constar a reestruturação almejada pelos policiais civis do Estado, já que ambas se relacionam à Lei Orgânica da Polícia Civil.

 Há de se destacar que, mesmo tratando-se de uma vontade policial, aquela de alcançar a referida reestruturação, não deve vir ela atrelada a vícios e prejuízos futuros que visem dificultar sobremaneira a carreira da Polícia Civil. Acrescente-se que todos os esforços vêm sendo empenhados para que se possa encontrar o melhor caminho para a solução do problema, pois tanto o SINPOL quanto a UGOPOCI, nada mais são que o instrumento de negociação de seus representados.

 Quanto a documento eventualmente assinado pelos representantes do Sindicato dos Delegados de Polícia, é importante frisar e deixar claro que os mesmos não possuem capacidade postulatória ou legitimidade para concordarem ou discordarem de algo que não diga respeito às suas próprias carreiras, portanto, mais assertivo seria da parte de referida entidade que se mantivesse em sua esfera de interesse, como sempre o fizeram, sob pena de que a cisão existente entre agente/escrivães/papiloscopistas e delegados, seja insanável, o que decorreria prejuízos de igual maneira irrecorríveis.

 As informações são do SINPOL e a UGOPOCI

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