O Concurso Nacional Unificado (CNU), popularmente conhecido como Enem dos Concursos, retorna para uma nova edição em 2025 com uma série de mudanças em relação ao exame aplicado em 2024.
Entre as alterações que chamam mais atenção está a introdução de uma bonificação para mulheres nas fases iniciais da seleção e o fim do sistema de “bolinhas” no preenchimento dos cartões de resposta.
De acordo com o governo federal, o objetivo é corrigir distorções e aprimorar a experiência dos candidatos.
Bonificação para mulheres no CNU 2025
Como dito, um dos pontos que mais chama atenção é mesmo a questão da bonificação para as candidatas mulheres. Afinal de contas, como esse novo sistema anunciado pelo governo federal vai funcionar em 2025?
Na primeira edição do CNU, realizada em 2024, as mulheres representaram 52% dos inscritos, mas apenas 41% das aprovadas. Para reduzir esse desequilíbrio, o governo decidiu implementar um sistema de bonificação para as candidatas nas etapas iniciais do concurso.
Para além disso, está em análise um programa de mentoria para incentivar a participação feminina em áreas predominantemente masculinas, como tecnologia e infraestrutura.
Fim das bolinhas no Cartão de Resposta
Outra grande mudança é o fim do sistema de “bolinhas” no preenchimento dos cartões de resposta. Na edição de 2024, muitos candidatos enfrentaram dificuldades com esse formato.
Agora, cada caderno de provas contará com um código de barras exclusivo. Na visão do governo federal, essa identificação assegura a segurança dos participantes.
Edital unificado
Outra novidade é a unificação do edital. Diferentemente da primeira edição, em que os blocos temáticos foram divulgados separadamente, a segunda edição do CNU trará um único edital contemplando todos os blocos, com oito documentos distintos.
O termo de referência para a escolha da banca examinadora deve ser publicado em abril, e as provas estão previstas para o segundo semestre de 2025.
A ministra indicou que a ideia é manter as provas em agosto, por ser um período de menos chuvas no Brasil, reduzindo riscos logísticos.
Vale lembrar que a primeira edição precisou ser adiada por causa das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul. Mais de 200 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas. Vários locais de prova foram danificados.
Em tese, o governo federal poderia ter mantido a prova nas outras 26 unidades da federação. Mas para evitar qualquer tipo de judicialização, a decisão final foi por adiar o certame em todo o Brasil.
Existe, portanto, um temor de que esse mesmo cenário se repita em 2025, o que pode acabar gerando um novo desconforto para os candidatos.
Novas carreiras no CNU
A versão 2024 do CNU foi o maior concurso público já realizado no país, com mais de 2,11 milhões de inscritos e 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais.
Para a segunda edição, o MGI confirmou a inclusão de duas novas carreiras transversais:
- Analista Técnico de Justiça e Defesa
- Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico
Essas carreiras são voltadas para profissionais de nível superior e possuem atribuições que podem ser exercidas em diversos órgãos da administração pública federal.
O calendário do CNU em 2025
Abaixo, você pode conferir o calendário detalhado com as datas previstas para o Concurso Público Nacional Unificado em 2025:
- Escolha da banca organizadora: prevista para abril de 2025
- Provas: segundo semestre de 2025
- Homologação dos resultados: junho de 2026
CNU em 2026?
Depois de confirmar a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2025, muita gente já quer saber se o governo federal vai aplicar uma terceira edição em 2026. Afinal de contas, a prova vai passar a ser realizada todos os anos, assim como acontece com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)?
Em entrevista, a ministra Esther Dweck foi clara: não haverá edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) em 2026.
Segundo a ministra, essa indicação se explica por causa do calendário eleitoral do próximo ano. Como se sabe, o Brasil vai registrar uma nova eleição presidencial em outubro de 2026.
“Nosso foco agora é fazer uma boa edição em 2025 para que os aprovados possam tomar posse ainda no próximo ano. Para 2026, a previsão é que não tenhamos concurso por causa das eleições”, explicou Dweck.