Quem compra suplementos à base de plantas pela internet precisa ficar atento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (13), a apreensão de diversos produtos fitoterápicos de origem desconhecida. A lista inclui nomes populares no mercado de saúde natural, como Canela de Velho, Sucupira e Cloreto de Magnésio.
A falta de registro impede a garantia de segurança, eficácia e qualidade dos insumos. Sem a fiscalização sanitária, os riscos à saúde dos consumidores são elevados, uma vez que não há controle sobre a procedência ou a composição real desses suplementos.
Além dos fitoterápicos, a mesma resolução atingiu um lote adulterado do Mounjaro e lotes falsificados da toxina botulínica Dysport. A medida vale agora — e quem ainda tiver esses produtos em casa ou à venda precisa saber o que fazer.
A medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda, transporte e uso dos produtos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e tem efeito imediato.
Esses itens vinham sendo anunciados como se fossem medicamentos, mas não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Segundo a agência, muitos desses produtos são fabricados por empresas desconhecidas e divulgados com promessas terapêuticas sem comprovação científica.
Abaixo estão os produtos identificados pela Anvisa como irregulares:
Os produtos estavam sendo vendidos e anunciados pela internet sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, além de serem fabricados por empresas desconhecidas. Não há como saber o que está dentro dessas embalagens — e isso representa um risco direto para a saúde de quem os consome.
A Canela de Velho (Miconia albicans) é uma planta usada popularmente para articulações. No entanto, vender qualquer produto com fins terapêuticos sem registro sanitário é ilegal no Brasil. A decisão proíbe a comercialização, fabricação, distribuição, importação e transporte dos produtos. A agência também vetou qualquer tipo de propaganda ou o uso dessas substâncias pela população.
Isso significa que não basta tirar o produto das prateleiras: qualquer divulgação, inclusive em redes sociais e marketplaces, também está proibida.
Além dos fitoterápicos, a Resolução RE 1.494/2026 também determinou a apreensão do lote D719674C do medicamento Mounjaro® Kwikpen 15 MG, comercializado pela empresa Juliana Salzano Di Bacco.
A empresa Eli Lilly do Brasil, detentora do registro oficial do Mounjaro, esclareceu que a embalagem apreendida possui um lote com data válida, mas é destinada a outros países — Emirados Árabes, Bahrein e Catar. A caneta dentro da embalagem, contudo, apresenta rótulo falsificado, com informações que não correspondem aos registros da empresa. Ou seja: o produto foi adulterado.
O Mounjaro é um medicamento injetável para controle glicêmico e perda de peso. Usar um produto falsificado dessa categoria pode causar reações imprevisíveis, dosagem incorreta e risco de infecção, entre outros danos graves.
A mesma resolução atingiu os lotes P22179 e W26232 da toxina botulínica Dysport 500 U, da empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.
A própria empresa confirmou que as unidades identificadas são falsificadas — os lotes não correspondem a produtos genuínos. Foram encontradas diversas inconsistências em relação ao produto original.
A Dysport é utilizada em tratamentos estéticos e neurológicos. O uso de versões falsificadas pode resultar em efeitos colaterais graves, ausência de eficácia ou contaminação por substâncias desconhecidas.
Antes de comprar qualquer suplemento ou medicamento, é possível consultar a base de dados da Anvisa diretamente pelo site oficial do governo federal. O processo é simples:
Se o produto não aparecer na consulta, ele não está autorizado para venda no Brasil.
Para mais informações e notícias, acesse o portal Notícias Concursos.