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Bolsonaro rejeita possibilidade de redução de salários de servidores públicos

O presidente Jair Bolsonaro nega a possibilidade de redução dos salários dos servidores públicos, como vem sendo discutido, como medida de combater a crise na economia, em decorrência da pandemia de Coronavírus.

De acordo com o ministro da economia, Paulo Guedes, “o presidente Jair Bolsonaro não aceita falar disso”. No entanto, Guedes defende o congelamento de salários dos servidores por dois anos, no sentido de auxiliar na estabilização da economia.

Segundo a reportagem do O Globo, em uma reunião por videoconferência, com deputados do DEM, no último domingo (5), o eventual corte de salários pode gerar um efeito deflacionário. Entretanto, o congelamento permitiria a mesma economia, sem cair no mesmo risco de deflação. A equipe econômica do governo criou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com objetivo de haver redução dos salários dos funcionários públicos em 25%, com equivalente redução de trabalho.

Guedes prevê que a crise econômica decorrente da pandemia dure de três a quatro meses. Segundo os dados do Ministério da Economia, medidas de combate ao Coronavírus devem custar aos cofres públicos cerca de R$ 224 bilhões, o que deve gerar um rombo aos cofres públicos de R$ 419 bilhões, considerando a queda da receita.

Coronavírus no Brasil

Até 15h40 desta segunda-feira, 06 de abril, as secretarias estaduais de Saúde divulgaram 11.721 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 26 estados e no Distrito Federal. Segundo dados oficiais, são 516 mortes.

O avanço da doença segue em ritmo acelerado. Foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (26 de fevereiro a 21 de março). Os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (do dia 21 ao dia 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 02 de abril, quando a contagem passou da casa dos 8 mil infectados.

De acordo com um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia.

Na tarde do último domingo, o Ministério da Saúde atualizou os números informando que o Brasil tem um total de 11.130 casos confirmados de coronavírus e 486 mortes.

Segundo o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, governo federal não está mais divulgando o número de casos suspeitos porque a transmissão do vírus já é comunitária.

“Com transmissão comunitária, qualquer um pode ser um caso suspeito. Qualquer brasileiro que apresente síndrome gripal. Não tem mais nenhum sentido mostrar os casos suspeitos”, afirmou Gabbardo.

Os testes serão feitos em casos leves. “Estamos adquirindo um volume de testes significativo para que na próxima semana, daqui a 8 dias, tenhamos 5 milhões de testes rápidos para distribuição em todo o Brasil, para iniciarmos a realização (de testes) em casos leves”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. “Vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o Brasil.”