Cerca de 19 milhões de famílias brasileiras precisam ficar atentas: o governo federal mudou as regras do Bolsa Família e agora a revisão cadastral será mensal. Quem não atualiza o Cadastro Único há mais de dois anos entra automaticamente na mira do pente-fino. A novidade começa a valer já na folha de pagamento de fevereiro de 2026 e pode resultar em bloqueio ou até cancelamento do benefício.
A mudança foi oficializada pela Portaria MDS nº 1.152, publicada no Diário Oficial da União em 30 de janeiro de 2026. Antes, existia apenas um grande ciclo anual de verificação. Agora, todos os meses o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) fará cruzamentos de dados e convocará famílias para atualização.
A principal alteração está na frequência da revisão cadastral. O procedimento passa a ser obrigatório, periódico e contínuo. A verificação mensal substitui os antigos ciclos escalonados, conhecidos como “públicos” (público 1, público 4, público 6).
Com a nova regra, o MDS fará mensalmente cruzamentos de dados com bases como:
A portaria também se apoia no Decreto nº 12.064/2024 e na Lei nº 15.077/2024, que ampliaram os mecanismos de controle entre órgãos federais.
As novas regras já produzem efeitos na folha de pagamento de fevereiro de 2026. Ainda no primeiro semestre, milhões de famílias poderão receber notificações para comparecer ao CRAS ou atualizar o cadastro por outros meios.
A convocação pode ocorrer por diferentes canais: mensagens no aplicativo do Bolsa Família, extrato de pagamento, SMS, cartas físicas ou orientações diretas nos Centros de Referência de Assistência Social.
O foco inicial da revisão mensal são as famílias com cadastro desatualizado há mais de 24 meses no CadÚnico. Segundo a norma, esse grupo será incluído automaticamente nas listagens de convocação elaboradas pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).
Além desse grupo, também podem ser convocadas famílias com inconsistências cadastrais, como:
O prazo máximo de 24 meses para atualização segue valendo. Entretanto, com a fiscalização mensal, quem ignorar a convocação corre o risco de perder o benefício mais rapidamente do que antes.
A recomendação é não esperar a convocação formal. Quem sabe que está há mais de dois anos sem atualizar o cadastro deve procurar o CRAS imediatamente.
A não atualização dentro do prazo pode gerar diferentes penalidades:
Com a revisão mensal, o intervalo entre a identificação da irregularidade e a aplicação dessas medidas tende a ser menor.
O endurecimento das regras não surgiu de repente. Desde 2023, o governo federal vem reforçando os mecanismos de controle do programa.
Dados oficiais mostram que, ao final de 2022, cerca de 24 milhões de famílias recebiam o antigo Auxílio Brasil. Após os processos de averiguação cadastral, esse número caiu para aproximadamente 19 milhões de famílias.
A redução se deve principalmente à exclusão de beneficiários que não atendiam aos critérios legais e à saída de famílias que obtiveram emprego formal ou renda acima do limite de R$ 218 por pessoa.
A atualização é obrigatória sempre que houver mudança na situação da família:
Para verificar a data da última atualização, basta consultar no CRAS, pelo aplicativo Meu CadÚnico ou pelo telefone 121 do MDS.
Especialistas recomendam algumas medidas práticas:
O governo federal afirma que as novas medidas não têm como objetivo penalizar famílias que cumprem os critérios do programa. Quem mantém renda per capita dentro do limite de R$ 218, atualiza o cadastro regularmente e informa mudanças na composição familiar tende a passar pela revisão sem dificuldades.
O maior risco recai sobre famílias com cadastro desatualizado ou informações inconsistentes. Para esses casos, a revisão mensal pode acelerar bloqueios e cancelamentos.
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Assista ao vídeo abaixo para entender o que fazer em caso de bloqueio no seu benefício: