Você já se perguntou o que realmente pesa na hora de ser contratado ou promovido? O mundo do trabalho mudou. Estar por dentro das ferramentas técnicas não é mais suficiente.
As habilidades mais desejadas pelas empresas migraram para um equilíbrio entre conhecimento técnico e competências humanas.
Segundo novo levantamento do LinkedIn, o cenário é claro: empresas querem profissionais que saibam trabalhar em equipe, comunicar-se bem, gerenciar projetos e liderar mudanças. Como se destacar nesse novo contexto?
O estudo do LinkedIn elencou as dez competências mais solicitadas nas vagas publicadas em sua plataforma. Veja a lista: gestão, comunicação, atendimento ao cliente, liderança, vendas, gestão de projetos, pesquisa, habilidades analíticas, marketing e trabalho em equipe.
Essas características mostram uma guinada: não basta dominar planilhas, códigos ou máquinas. É preciso saber lidar com pessoas, coordenar tarefas e enxergar o negócio como um todo.
Por que, afinal, gestão e liderança subiram tanto no ranking? Simples: empresas têm o desafio de formar sucessores para manter a performance no futuro. Pesquisa da Robert Half aponta que 78% dos executivos temem a ausência desse preparo.
Em organizações de capital aberto, 56% misturam talentos internos e externos nos planos de sucessão. Entre as privadas, metade aposta na mescla e 30% foca só em talentos já existentes.
Formar líderes, hoje, é prioridade estratégica. Saber gerir projetos e pessoas é tão importante quanto saber levantar dados ou criar produtos inovadores.
Comunicar-se bem nunca foi tão fundamental. A comunicação deixou de ser diferencial e virou requisito. Equipes híbridas, trabalho remoto e decisões rápidas aumentaram ainda mais esse peso.
No Brasil, segundo estudo da Hogan Assessment, 72% dos profissionais consideram a comunicação cuidadosa indispensável em um líder. Outros valores também se destacam: colaboração, aprendizado e decisões embasadas em dados.
O resultado? Comunicação, antes vista como um “extra”, tornou-se protagonista na construção de equipes de alta performance e clima organizacional saudável.
O aumento dos casos de afastamento por transtornos mentais nas empresas brasileiras chama atenção. Somente em 2025, foram mais de 546 mil afastamentos por questões emocionais, segundo levantamento da Gupy.
Esse cenário pressiona as organizações a manter ambientes saudáveis e lideranças preparadas para lidar com desafios do dia a dia.
Assim, competências como liderança, gestão, trabalho em equipe e comunicação passaram de desejáveis para indispensáveis. Elas ajudam a evitar conflitos, quebrar silos e promover um clima mais colaborativo.
Outro destaque do ranking do LinkedIn é a junção entre capacidades técnicas e comportamentais. Habilidades analíticas, gestão de projetos e marketing aparecem lado a lado com liderança e comunicação. O mercado ainda valoriza conhecimento técnico, mas exige visão estratégica, criatividade e adaptação.
Com a popularização da inteligência artificial, tarefas operacionais são automatizadas. O grande diferencial agora está na criatividade, tomada de decisão e coordenação entre equipes diversas.
Especialistas apontam o caminho: aprimorar habilidades técnicas e, principalmente, fortalecer habilidades de relacionamento. Aprender a liderar projetos, comunicar ideias, analisar cenários e colaborar com colegas faz toda a diferença. Quem combina repertório técnico com competências interpessoais passa a ser visto como peça-chave na organização.
Bons diplomas e cursos ainda pesam, mas a busca agora é por quem entrega resultados e atua com empatia, clareza e cooperação. O profissional valorizado em 2026 será aquele que combina excelência técnica com sensibilidade humana.
O mercado corporativo deixou o recado: a capacidade de liderar equipes, construir pontes entre áreas e gerar resultados faz cada vez mais diferença. Empresas procuram perfis preparados para mudanças rápidas e ambientes dinâmicos.
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