A Receita Federal emitiu um novo comunicado em janeiro de 2026 para desmentir informações falsas sobre a suposta taxação do Pix. Segundo o órgão, não existe tributação sobre o sistema de pagamentos instantâneos e essa prática é proibida pela Constituição Federal. Mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas.
Os boatos voltaram a circular nas redes sociais, gerando pânico entre os brasileiros e abrindo espaço para criminosos aplicarem golpes. A propagação dessas notícias falsas beneficia quem pratica fraudes e prejudica a confiança em um dos meios de pagamento mais utilizados no país. Confira a seguir o que diz a Receita Federal e como se proteger.
Em nota oficial divulgada em 14 de janeiro de 2026, a Receita Federal reafirmou que não existe tributação sobre o Pix. O órgão esclareceu que o Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera qualquer tipo de tributo por si só.
De acordo com o Fisco, a disseminação de conteúdos falsos tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança no sistema de pagamentos. A Receita também afirmou que esse tipo de mensagem atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização gerada por notícias falsas.
Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto de 2025, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais. No entanto, a Receita explica que a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.
A medida foi criada para combater a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio. As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários. Para o cidadão comum, nada muda.
Criminosos estão aproveitando a onda de desinformação para aplicar fraudes. Veja os principais golpes em circulação:
Golpistas enviam mensagens por WhatsApp ou SMS informando sobre uma suposta cobrança de taxas sobre transações via PIX acima de R$ 5 mil. Eles alegam que o CPF será bloqueado caso o pagamento não seja efetuado e enviam boletos falsos. A Receita Federal alerta que isso é completamente falso.
O criminoso envia um comprovante de Pix adulterado ou agendado para o futuro. A vítima acredita que recebeu o valor e libera o produto ou serviço. Sempre confira o saldo diretamente no aplicativo do banco antes de entregar qualquer mercadoria.
Criminosos clonam o WhatsApp de conhecidos ou criam perfis falsos com a foto de amigos e familiares. Em seguida, pedem dinheiro via Pix alegando urgência. Antes de transferir, ligue para a pessoa no número que já tem salvo para confirmar a história.
A Receita Federal também destacou que algumas informações verdadeiras estão sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.
Essas mudanças na tabela do IR não têm qualquer relação com o Pix, o monitoramento de transações ou a criação de novos tributos. São medidas distintas que não devem ser confundidas.
A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas e evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável. Busque informações apenas em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.
Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix e a impostos devem ser tratadas como tentativas de golpe. A Receita Federal não cobra e jamais vai cobrar impostos sobre transações feitas via Pix.
Verifique sempre o destinatário antes de confirmar qualquer transferência. Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp e configure limites de valor para o PIX, especialmente no período noturno. Em caso de dúvida, acesse o Portal e-CAC ou o site oficial da Receita Federal.
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