Escrever “mexilhão” ou “mechilhão”? A dúvida entre o X e o CH é uma das que mais derrubam quem está escrevendo com pressa!
O problema é que as duas grafias podem ter o mesmo som, e isso confunde até quem já tem o hábito de leitura. Ainda assim, há regras que ajudam a decidir.
Confira, a seguir, por que essa confusão acontece, quais são as regras de cada letra e os exemplos para você não errar mais.
A raiz do problema é o som. Em muitas palavras, o X e o dígrafo CH representam exatamente o mesmo fonema, aquele som de “che”.
Quando ouvimos “chave” e “xarope”, o início das duas soa igual. A diferença não está na pronúncia, e sim na forma escrita de cada palavra.
Por isso, na hora de escrever, o ouvido não ajuda. É preciso recorrer às regras de ortografia e, principalmente, à memória visual das palavras.
Antes de decorar regras, vale entender o que cada um realmente é, porque X e CH não funcionam da mesma forma.
O X é uma letra única do alfabeto e uma das mais versáteis do português. Sozinha, ela pode representar até cinco sons diferentes: o som de “che”, como em “xarope”; o de “cs”, como em “táxi”; o de “z”, como em “exame”; o de “s”, como em “texto”; e o de “ss”, como em “máximo”.
O CH, por outro lado, não é uma letra. Ele é um dígrafo, ou seja, a união de duas letras, o C e o H, que juntas representam um único som. Ao contrário do X, o CH tem sempre a mesma pronúncia, aquela de “che”.
É justamente essa diferença que explica por que o X aparece em tantas regras e gera mais dúvidas. Nos próximos tópicos, você vai ver quando usar cada um deles.
A letra X não aparece por acaso. Existem três situações principais em que ela é a escolha certa, e memorizá-las resolve boa parte das dúvidas do dia a dia:
Vale guardar uma exceção importante da regra do “en”. Se a palavra for derivada de outra que já se escreve com CH, ela mantém o CH, mesmo começando com “en”. É o que acontece em “encharcar”, que vem de “charco”, e em “enchente”, que vem de “cheio”.
O dígrafo CH também tem critérios próprios. São três os casos principais em que ele é a forma correta:
Vale um aviso: nem toda palavra obedece a essas regras. Existem exceções que precisam ser aprendidas uma a uma, e a melhor forma de fixá-las é pelo hábito de leitura, que grava na memória a grafia correta de cada palavra.
Um detalhe importante é que o X é uma letra camaleoa. Além do som de “che”, ele pode soar de outras quatro formas, o que aumenta a confusão.
Veja como o X muda de som conforme a palavra:
Ou seja, só tem som parecido com o CH uma parte das palavras com X, como “xarope”, “mexer” e “enxergar”. Nos outros casos, o som é totalmente diferente.
Além de decorar as regras, alguns hábitos simples ajudam a fixar a grafia certa no dia a dia.
Veja o que funciona bem:
Com o tempo e a prática, escolher entre X e CH deixa de ser um problema e passa a ser quase automático. Dominar essas regras dá mais segurança para escrever bem, seja em uma redação de concurso, seja em uma mensagem de trabalho.
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