Tecnologia

Quais são as tendências em apps de e-commerce

O mercado global de aplicativos de e-commerce está crescendo a um ritmo acelerado, impulsionado por uma série de tendências que estão mudando a forma como as pessoas compram e vendem online. De acordo com um relatório recente da consultoria de mercado Grand View Research, esse mercado deve crescer a uma taxa composta anual (CAGR, na sigla em inglês) de 15,6% até 2028, chegando a um valor esperado de US$ 3,5 trilhões.

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No Brasil, os números do e-commerce também são promissores, mesmo com os sinais de estabilização no aumento de vendas. Em 2022, após o crescimento acelerado dos últimos dois anos de pandemia, houve uma pequena alta de 1,6% em receita, segundo dados do Webshoppers 47, relatório realizado pela NielsenIQ Ebit. 

O aumento representa um mercado no valor de R$ 169,59 bilhões só no Brasil. Além disso, houve um aumento expressivo no número de compradores online, de 24% no número de consumidores em e-commerce no país, na comparação com o ano anterior. São cerca de 50 milhões de compradores online, um número que pode crescer ainda mais com base em uma série de inovações e integrações de tecnologia, que podem fortalecere as experiências de compra online. 

Logo, torna-se relevante prestar atenção nesse cenário para garantir o sucesso de marcas que atuam no espaço online. 

Tecnologias de ponta

Hawan Moraes, CEO e fundador da Simples Inovação, empresa modeladora de e-commerces, pontua quais são as inovações e estratégias que vêm sendo aplicadas e que tanto impulsionam o uso de aplicativos voltados ao comércio eletrônico. Confira:  

ChatGPT 

Modelos de linguagem baseados em aprendizagem, tais como o ChatGPT, podem ser utilizados nos aplicativos de e-commerce, uma vez que são treinados para prever palavras em sequências de texto. Essa função pode agilizar respostas aos usuários e indicar produtos personalizados com base nas preferências do cliente, melhorando a experiência de compra e aumentando a probabilidade de conversão. 

Super apps 

Os denominados super apps visam a experiência unificada em uma plataforma, oferecendo diferentes funções em um mesmo aplicativo. A ideia é diminuir fricções em jornadas de compras e facilitar um maior número de atividades em um só “local”. 

No Brasil, são várias aplicativos que tentam emular essa ideia, como o do banco Inter, com as funções financeiras e o Inter Shop, e a Shopee, que oferece algumas opções financeiras e até games. É da China, inclusive, que vem esse tipo de tendência. 

Programa de pontos 

Considerada uma estratégia de fidelização de clientes, disponibilizar um programa de pontos no e-commerce pode fazer com que os usuários optem por usar o aplicativo com mais frequência, pelo incentivo de acúmulo de benefícios e futura troca por produtos. Um exemplo claro disso é o Mercado Livre, com seu sistema de pontos. 

Live commerce como método de vendas

Também conhecida como live commerce, a estratégia de usar transmissões ao vivo para vender produtos já se provou efetiva lá fora, em países como China e Estados Unidos. É uma aplicação com muito potencial: a taxa de conversão é de 16%, enquanto a do e-commerce tradicional é de 2%, segundo pesquisa do Grupo Bittencourt.

Live commerce é um novo formato de vendas que se aplica, principalmente, para varejistas online de vestuário (foto: banco de imagens).

Ainda segundo o Grupo Bittencourt, 66% do público nas participações das ações de live commerce em 2021 foi feminino. Mas isso não quer dizer que o público masculino tenha que ser deixado de lado. Há uma grande oportunidade de mercado para as marcas, pois há um novo “ambiente” para se conectar com o consumidor masculino, e que ainda não foi explorado. 

Com o aumento do uso de vídeos nas redes sociais, Hawan acredita que as lives com objetivo de venda são uma tendência que ainda está aflorando no Brasil. Isso já acontece hoje, principalmente com marcas de moda mais nichadas. 

“O TikTok, Kwai e Instagram costumam ser palco para essas lives, fazendo seguidores de determinada marca acompanharem esses eventos e acabarem por comprar produtos anunciados, que muitas vezes são vendidos com preços promocionais por códigos divulgados durante as transmissões”, finaliza o especialista.