Você perdeu o emprego recentemente e está se sentindo sem rumo? Boletos a vencer, dívidas para quitar e as despesas do dia a dia não param de chegar. Em meio a tantas incertezas, surge a pergunta: “E agora, o que eu vou fazer?”. Antes de tomar qualquer decisão no calor do momento, é fundamental manter a calma e seguir um plano.
O primeiro passo não é sair em busca de um novo trabalho a qualquer custo, mas sim olhar para dentro de casa e entender sua real situação financeira. A falta de um planejamento claro pode levar a decisões precipitadas e agravar um cenário que já é delicado. Por isso, a organização é sua maior aliada para garantir a tranquilidade necessária para focar no que realmente importa: seu futuro profissional. Saiba mais!
O primeiro passo é realizar um levantamento detalhado de todos os seus ganhos e despesas mensais. Isso envolve identificar quanto dinheiro você tem disponível ou ainda irá receber — como rescisão, FGTS, seguro-desemprego e eventuais reservas financeiras — e compará-los com o custo mensal de vida.
Esse cálculo inicial ajuda a determinar o seu ‘fôlego financeiro’, ou seja, o tempo que você consegue manter suas despesas sem precisar de uma nova fonte de renda.”
Com o mapa financeiro em mãos, o próximo passo é dissecar suas despesas. A meta é diferenciar o que é fundamental do que é supérfluo. Gastos importantes são aqueles indispensáveis para o seu bem-estar e de sua família, como aluguel, condomínio, contas de água, luz, supermercado e saúde.
Contudo, um erro comum é esquecer das contas “invisíveis”, que não aparecem mensalmente, mas têm um impacto no orçamento anual. Na hora de calcular todas as despesas, muitas pessoas não incluem custos como:
Esses custos, quando ignorados, podem comprometer seriamente o planejamento, especialmente em períodos de maior concentração de contas, como no início do ano.
O dinheiro recebido da rescisão contratual, FGTS e seguro-desemprego não deve ser visto como um bônus para compras ou quitação de dívidas não urgentes. Esse montante é o seu capital de giro para os próximos meses. Utilize-o com disciplina, exclusivamente para cobrir os gastos importante citados anteriormente.
Este é o momento de evitar qualquer tipo de novo endividamento. Fuja de empréstimos, financiamentos e do uso descontrolado do cartão de crédito. Aumentar suas obrigações financeiras em um período de incerteza de renda pode criar um problema muito maior no futuro.
Enquanto busca uma recolocação, considere gerar renda de outras formas. Vender itens que não utiliza mais pela internet é uma maneira rápida de levantar capital. Outra opção é oferecer seus serviços como freelancer em áreas como redação, design, tradução ou consultoria.
Plataformas como o LinkedIn surgem como alternativas para quem busca projetos temporários ou vagas em home office, funcionando como uma ponte entre o momento atual e a estabilidade financeira almejada.
Enfrentar a perda de um trabalho é desafiador, mas com um planejamento financeiro, é possível transformar a incerteza em uma oportunidade para reorganizar as finanças e tomar decisões mais conscientes.
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