Já pensou como será a sua vida financeira quando parar de trabalhar? Quem não é registrado em carteira pode ficar se perguntando: será possível conquistar segurança na aposentadoria?
A boa notícia é que o cenário brasileiro mudou muito nos últimos anos e há formas práticas de buscar essa tranquilidade, mesmo atuando de maneira independente.
Mas como tudo isso funciona na prática? Como garantir benefícios como aposentadoria, auxílio-maternidade e proteção aos dependentes? Essas respostas podem ser fundamentais para quem quer evitar surpresas e manter sua renda no futuro. Para conferir todos os detalhes, continue lendo.
Desde 2008, autônomos e pequenos empresários contam com oportunidades para contribuir para o INSS graças à criação do Microempreendedor Individual (MEI) e às regras estabelecidas para contribuintes individuais. No fim de 2022, mais de 15 milhões de brasileiros já optavam por empreender formalmente e garantir vantagens previdenciárias.
O MEI foi criado para facilitar a vida de quem empreende com negócios de pequeno porte. Além de simplificar a formalização e a carga tributária, o modelo permite que o trabalhador por conta própria tenha acesso a direitos previdenciários antes associados somente ao emprego formal.
O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é a principal via para o microempreendedor contribuir com o INSS. O valor corresponde a 5% do salário mínimo nacional vigente. Em 2026, com o salário mínimo em R$ 1.621,00, o pagamento mensal está em R$ 81,05.
Esse recolhimento garante acesso à aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade e pensão por morte aos dependentes.
As normas para concessão seguem as diretrizes gerais da Previdência Social. Mulheres podem se aposentar aos 62 anos, enquanto homens têm o direito a partir dos 65. O tempo mínimo de contribuição é de 15 anos, correspondente a 180 meses pagos ao INSS.
O valor do benefício concedido corresponde ao salário mínimo vigente no ano do requerimento.
O pagamento de 5% do salário mínimo assegura benefícios previdenciários, mas limita o valor da aposentadoria ao piso nacional. Para quem busca um benefício maior ou quer aumentar a proteção, existe a possibilidade de complementar a contribuição.
O microempreendedor pode optar por uma alíquota adicional de 15% sobre o salário de contribuição, que pode variar do mínimo nacional até o teto estabelecido pelo INSS. Ou seja, com este acréscimo, o cálculo do benefício considera regras mais vantajosas, o que tende a aumentar o rendimento futuro.
A complementação pode ser feita tanto mensalmente quanto de maneira retroativa, caso o segurado já tenha atingido os requisitos para a aposentadoria, sendo aplicados os juros previstos em lei para os atrasados.
Trabalhadores que alternaram entre carteira assinada, MEI ou como autônomos têm todo o tempo de contribuição considerado para aposentadoria. O INSS contabiliza o histórico completo desde que as contribuições estejam devidamente registradas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Caso haja lacunas ou dúvidas sobre períodos não contabilizados, é possível regularizar contribuições pendentes apresentando os comprovantes necessários.
Quem já recebe aposentadoria por idade ou tempo de contribuição e decide atuar formalmente como MEI mantém seu benefício sem prejuízo. A exceção se aplica para aposentados por invalidez; neste caso, ao retomar uma atividade econômica, o benefício é suspenso devido à capacidade de trabalho comprovada.
Além do MEI, há o modelo de contribuinte individual. Ele é voltado para profissionais liberais, autônomos, desempregados e até quem exerce atividade temporária.
No sistema de contribuintes individuais, o trabalhador escolhe a alíquota de contribuição de acordo com o salário de contribuição, respeitando o mínimo e o teto definidos pela legislação.
Mesmo durante períodos sem contribuição regular, quem já tem histórico previdenciário pode manter a chamada qualidade de segurado por um tempo limitado após a última contribuição. Assim, o trabalhador preserva o direito a benefícios como auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade.
No trabalho com registro, o desconto para o INSS acontece de maneira automática na folha de pagamento. Já para quem é autônomo, cabe ao próprio trabalhador cuidar dos recolhimentos, organizar os comprovantes e manter o controle sobre o histórico de contribuições.
Fazer revisões periódicas no cadastro do INSS, analisar o extrato de contribuições e conhecer as regras vigentes são práticas recomendadas para quem quer evitar problemas e garantir tranquilidade ao se aposentar.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir as novas regras de aposentadoria em 2026: