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Maratona marcada: Ministério da Educação define as datas do Enem 2025; confira

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a maior porta de entrada para o ensino superior do Brasil. Veja os detalhes sobre as provas de 2025

Publicado por
Aécio de Paula

A contagem regressiva para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já começou. O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta sexta-feira (9) o calendário oficial do exame. 

Se você está de olho em uma vaga na universidade, anote as datas: as inscrições vão de 26 de maio a 6 de junho. Já as provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 9 e 16 de novembro, em todo o Brasil.

Apesar do prazo da isenção da taxa de inscrição já ter se encerrado em 2 de maio, quem conseguiu o benefício precisa ficar atento: a inscrição ainda deve ser feita no período regular. 

Os valores da taxa e as formas de pagamento serão divulgados em breve, no edital oficial a ser publicado pelo MEC.

Como será o Enem de 2025

O governo federal também já sinalizou como vai funcionar a prova do Enem de 2025. O exame deverá ser bem parecido com o que foi registrado em anos anteriores. 

Veja detalhes: 

Primeiro domingo (9/11):

  • 45 questões de Linguagens
  • 45 questões de Ciências Humanas
  • Redação (única parte da prova que pode render nota 1000)
  • Duração maior, com 30 minutos extras

Segundo domingo (16/11):

  • 45 questões de Matemática
  • 45 questões de Ciências da Natureza
  • A prova foca em interpretação e contexto, exigindo raciocínio e domínio dos conceitos básicos

O Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é o maior vestibular do país. Ele funciona atualmente como a principal porta de entrada para o ensino superior no país, seja em instituições públicas ou mesmo privadas.

Vale lembrar, por exemplo, que o Enem serve de base para a concessão de bolsas em universidades. Programas como Prouni, Sisu e Fies levam em consideração a nota alcançada pelo estudante.

Enem é a maior porta de entrada para o ensino superior. Imagem: Agência Brasil

Bolsa para quem fez o Enem

O ministro da educação, Camilo Santana confirmou em entrevista recente que o governo federal começou a pagar um novo auxílio mensal para os estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de 2024.

Trata-se do Pé-de-meia licenciatura. A ideia é realizar pagamentos de R$ 1.050 por mês para os estudantes que realizaram o Enem do ano passado e que escolherem licenciatura através do sistema do Sisu desse ano de 2025.

Camilo Santana argumentou que o lançamento oficial do novo benefício será benéfico para os estudantes. Recentemente, ele lançou uma campanha de comunicação na televisão para que os estudantes soubessem que o programa já está disponível.

Existe uma avaliação dentro do governo federal de que essa medida ainda é pouco conhecida por boa parte dos alunos. Por isso, a campanha tem o objetivo de fazer com que eles saibam da existência desse saldo.

A ideia de criar um Pé-de-meia para a licenciatura tem o objetivo de fazer com que mais alunos escolham ser professores no futuro. Nos últimos anos, começou a surgir uma preocupação mais forte em relação a falta de pessoas que querem seguir essa profissão.

Mas, afinal, quem são os brasileiros que podem receber o Pé-de-meia a partir desta semana? De acordo com as informações oficiais, o programa deve atender as pessoas que:

  • Ingressaram no ensino superior via Sisu, Prouni ou Fies;
  • Estão matriculados em cursos presenciais de licenciatura;
  • Obtiveram nota igual ou superior a 650 no Enem de 2024.

O benefício será mantido até a conclusão do curso, ainda de acordo com as informações do Ministério da Educação.

Para muita gente, o que interessa mesmo é saber quanto o governo federal vai pagar para os cidadãos que desejam entrar no Pé-de-meia licenciatura.

Segundo o governo federal, a ideia é realizar um pagamento mensal no valor de R$ 1.050. Este montante, no entanto, vai ser dividido em duas partes. São elas:

  • R$ 700 liberados para saque imediato;
  • R$ 350 depositados em uma poupança, que só poderá ser resgatada após a conclusão do curso, desde que o estudante atue como professor da rede pública por pelo menos cinco anos.